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domingo, 20 de setembro de 2015

A HIERARQUIA NA IGREJA

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LIDERANÇA E FUNÇÕES

PASTOR:
Homem ungido por Deus para apascentar o rebanho (Igreja).


EVANGELISTA:

Homem, conforme o próprio nome indica, responsável pela evangelização do campo ou área afeta à Igreja local. Tem atribuição básica de divulgar a mensagem. Sua função é parte do Ministério da Igreja. Tem voto como Pastor nas Assembléias de Convenção.


PRESBÍTERO:

É o auxiliar direto do Pastor, em alguns casos. Na falta do Pastor, o Presbítero pode assumir a direção da Igreja local (congregação). Mediante autorização do Pastor-Presidente, pode exercer funções Pastorais como pregar e realizar batismos e ceias. Em geral, realizam estes trabalhos em Congregações sempre com a Mediante autorização do Pastor-Presidente.


MISSIONÁRIO:
Enviado/Comissionado por uma Igreja local para evangelizar em outro local (Interior do Estado, do País ou no Exterior).


DIRIGENTE:
Pastor, Evangelista ou Presbítero com a responsabilidade de dirigir uma Igreja ou Congregação subordinada à Liderança da Igreja sede.


DIÁCONO:
Tem funções operacionais, cuidando da parte material da Igreja e de serviços como o preparo e a distribuição da Ceia do Senhor, organização, segurança e portaria, arrumação, ordem nos cultos, obras, recolhimento das ofertas e dízimos, recepção aos visitantes, ...


COOPERADOR:
(Auxiliares de Trabalho) Pode ter cargos ou administrar informalmente alguma área, como louvor, visitação, secretaria, guarda das ofertas, porteiro, etc. Também auxiliam nos diversos trabalhos da Igreja como: portaria, secretaria, tesouraria, manutenção, etc.


OBREIRO:
(Veja: PRESBÍTERO, DIÁCONO, COOPERADOR).


SUPERINTENDENTE:
Responsável pela Escola Dominical.


PROFESSOR:
Professor de Classes de Escola Dominical (Adultos, Jovens, Adolescentes, Crianças, Discipulado, Obreiros).


COORDENADOR:
(Veja: LÍDER).


LÍDER:
(COORDENADOR) Dirigentes de Departamentos (Círculo de Oração, Mocidade, Adolescentes, Infantil, Evangelismo, Coral, Banda, Louvor, ...).


MEMBRO:
(CRENTES ou IRMÃOS) Compõem o corpo da Igreja. As pessoas tornam-se membros da Igreja Espiritual pela experiência da salvação (arrependimento e aceitação de Jesus Cristo). Entretanto, tornam-se membros da Igreja local, através do batismo em água e, se vierem de outra Igreja, por Carta de Transferência ou por Aclamação.


CATECÚMENO/Congregado:
Membro novo em vias de preparação para o Batismo nas Águas.

Aumenta a cada dia o número de crentes que não se sujeitam aos líderes e pensam que estão certos. Não respeitam pastores, verberam contra a liderança e afirmam que só devem obediência a Deus. “Igreja não é quartel general”, argumentam. E, generalizando, chamam qualquer liderança firme, segura, de coronelista.



Entretanto, vemos na Bíblia que o próprio Deus prioriza e hierarquiza. Ele — que podia ter formado todas as coisas com uma única palavra — fez questão de formar tudo a seu tempo, dia a dia (Gn 1). O Senhor também pôs em ordem as tribos de Israel (Nm 2), pois o nosso Deus é um Deus de ordem (1 Co 14.40).


De acordo com 1 Coríntios 12.28, há uma hierarquização dos dons e ministérios — estabelecida por Deus, é evidente. Ela existe, não para que um portador de certo dom e ministério se considere superior aos outros, e sim para que haja ordem na casa do Senhor.


Deus pôs na igreja “primeiramente apóstolos” (1 Co 12.28; Ef 4.11). Existem apóstolos hoje? Sim! Mas é claro que há também pseudo-apóstolos, que propagam muitas “apostolices”. Quem são os apóstolos do Senhor, então? São homens de Deus, enviados por Ele, com grande autoridade, e não autoritarismo. Eles formam a liderança maior da igreja, independentemente dos títulos empregados pelas denominações (pastores-presidentes, bispos, reverendos, pastores, presbíteros, etc.).


É importante não confundir títulos com ministérios e dons. Estes vêm do Espírito Santo, enquanto os títulos são recebidos dos homens. Na Assembleia de Deus, por exemplo, não existe o título de apóstolo. Mas isso não significa que não exista o ministério apostólico. Este, segundo a Bíblia, perdurará “até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13).


O texto de 1 Coríntios 12.28 afirma, ainda, que Deus pôs na igreja “em segundo lugar, profetas”, mencionados — na mesma posição, depois dos apóstolos — em Efésios 4.11. Não confunda esses profetas com os crentes que falam em profecia nos cultos, também chamados de profetas em 1 Coríntios 14.29. O ministério profético neotestamentário é formado por pregadores (pregadores, mesmo!) da Palavra de Deus, portadores de mensagens proféticas.


Em seguida, a Palavra do Senhor, em 1 Coríntios 12.28, assevera: “em terceiro, doutores”. Veja como essa hierarquização ocorria na igreja de Antioquia da Síria: “havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo” (At 13.1). Nesse caso, os doutores, que atuam juntamente com os profetas, são ensinadores da Palavra de Deus.


Há casos, como o de Paulo, em que três ou dois dos ministérios mencionados (apóstolo, profeta e doutor) se intercambiam (1 Tm 2.7). Os ministérios de pastor e evangelista certamente fazem parte dos três escalões mencionados em 1 Coríntios 12.28, posto que são títulos relacionados com a liderança maior da igreja.


Finalmente, em 1 Coríntios 12.28, está escrito: “depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”. Milagres só vêm depois de apóstolos, profetas e doutores? Isso mesmo. Na hierarquização feita por Deus, o ministério da Palavra é mais prioritário que os milagres, haja vista serem estes o efeito da pregação do Evangelho (Mc 16.17). Observe que João Batista foi considerado por Jesus o maior profeta dentre os nascidos de mulher, mesmo sem ter realizado sinal algum (Jo 10.41).


Se não houver hierarquia nas igrejas, para que servirão os cargos e funções? Qualquer pessoa, dizendo-se usada por Deus, poderá mandar no pastor. Aliás, isso estava acontecendo na igreja de Tiatira, e o próprio Senhor Jesus repreendeu o obreiro frouxo que não estava exercendo a liderança que recebera do Senhor (Ap 2.20).


Deus é Deus de ordem! O princípio divino da hierarquização aparece em várias outras passagens neotestamentárias. Em 1 Coríntios 14.26, vemos que, no culto coletivo a Deus, deve haver ordem. Quanto à ressurreição, está escrito: “Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda” (1 Co 15.23). E, no Arrebatamento, tal princípio também será aplicado: “os que morreram em Cristo ressuscitarãoprimeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens” (1 Ts 4.17).


Em 1 Tessalonicenses 5.23, vemos que Deus prioriza o espírito, na santificação. Muitos pregadores têm dito: “Deus nos quer por inteiro: corpo, alma e espírito”. Mas a Bíblia afirma: “e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. Essa ordem mostra que a obra santificadora do Espírito Santo ocorre de dentro para fora, e não de fora para dentro.


O apóstolo Paulo também parabenizou os crentes da cidade de Colossos porque naquela igreja havia ordem (Cl 2.5). E ordem também significa respeitar a hierarquia! Afinal, os ministérios não são invenção humana. Eles foram dados por Deus para edificação do Corpo de Cristo (Ef 4.11-15).




É normal para o homem estabelecer níveis e hierarquias para manter uma melhor administração e organização, e não é diferente quando não temos o entendimento bíblico sobre os dons ministeriais querermos instituir isto também dentro do Reino de Deus.

Existem pessoas e igrejas que entendem os dons ministeriais como uma pirâmide hierárquica instituída por Deus para a igreja, como se ao perceber um membro dentro da igreja que tivesse um chamado para atuar dentro desses cinco dons ministeriais citados em Efésios 4, esta pessoa teria que começar primeiro como evangelista, para somente depois de algum tempo e sendo aprovado em sua função instituída pela igreja, ela pudesse um dia vir a ser pastor, e após isso só um milagre e muito suor para o levar a ser um dia um apóstolo. E aqueles que entendem dessa forma, para não pararem de crescer e deixarem de receber suas promoções acabam criando outros títulos que nem vemos na bíblia. Quem sabe, estão tentando chegar um dia a serem chamados de semideuses.

Efésios 4
11 E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres,

Percebemos no texto que Jesus designou dons para alguns e outros dons para outros. Está falando de cargos e pessoas diferentes. Não se trata de algo piramidal. Não quer dizer em nenhum momento que um dom é mais importante do que outro.

No texto de I Coríntios 12:28, que também estamos acompanhando nessa sequência de estudos, está enquadrado em um contexto onde Paulo está falando sobre a diversidade na unidade do corpo de Cristo, onde ele deixa claro que não existe qualquer parte do membro de um corpo que possa ser considerado menos importante que outro, mas que todos contribuem com seu propósito específico. (dica: leia o capítulo inteiro)

Diferente do que alguns pensam, os dons não são citados por ordem de importância ou hierárquica, pois se assim fosse, o próprio apóstolo Paulo que escreveu tanto o texto de Efésios 4 e também o de I Coríntios 12 estaria se contradizendo ao colocar, por exemplo, o dom de mestre em escalas diferentes nos dois textos.

Existem ministros da palavra que parecem se orgulhar mais do título que possuem, do que do privilégio que há em estar servindo ao corpo de Cristo naquela função. Há alguns que ao colocar o nome em um cartaz para a divulgação do evento o título aparece de todo tamanho na frente do nome. Há também aqueles que já até colocaram o título a frente do nome e não permitem serem chamados sem que se o mencione. Ex.: Oh, fulano! Ele responde: Fulano não, Pastor Fulano. Imagina, uma pessoa ficar chateada simplesmente porque o chamaram com o seu próprio nome?!

Preste atenção que quando a bíblia fala sobre os dons ministeriais em Efésios 4:11 e I Coríntios 12:28, não está se referindo a um título ou uma patente, ela está falando sobre a função que para alguns poderá ser de apóstolos, outros profetas, outros evangelistas, outros pastores e mestres. Note que os dons não são citados em letras maiúsculas, estão todos em letras minúsculas.



O GOVERNO DA IGREJA 

Cada denominação ou segmento evangélico tem sua forma de governo eclesiástico. De forma geral, encontramos duas distintas formas de governo. Algumas igrejas centralizam tudo numa só pessoa, o pastor-presidente; outras dão autoridade a um grupo eleito pelos membros que os representam e decidem tudo, cabendo ao pastor acatar suas decisões. Um deles julga que o governo não deve estar sobre um só homem, e sim com um grupo que fiscalize e cobre do líder; o outro grupo, por sua vez, nega qualquer prestação de contas e permite ao líder fazer o que quiser e como quiser.

Por um lado entendemos que ninguém deve governar sozinho, sem a necessidade de prestação de contas, e por outro lado entendemos que nenhum grupo, por melhores que sejam as suas intenções, deve tentar assumir a posição de autoridade que Deus concedeu ao governo espiritual da igreja (muitos grupos afirmam que os pastores deveriam governar só a vida espiritual da igreja e não a parte natural e administrativa). Porém, a Bíblia é clara quanto a QUEM governa e COMO governa:

“Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina” (1 Timóteo 5.17 – ARC)

Em primeiro lugar, o texto fala quem governa: o presbítero. Em segundo lugar, o texto fala como se governa: em equipe (note o termo plural: “os presbíteros”). Ao usar o termo presbítero – palavra grega que significa “ancião” – a Bíblia fala da maturidade necessária para se liderar. O apóstolo Paulo escreveu a seu discípulo Timóteo e lhe disse: “Ninguém despreze a tua mocidade” (I Tm.4:12), indicando assim que a maturidade não era vista do ponto de vista cronológico, mas acima de tudo espiritual (e isto Timóteo esbanjava – At.16:2; II Tm.1:5 e 3:14,15).

O PRESBITÉRIO

Entendemos que nenhum homem deve governar uma igreja sozinho, pois o modelo do Novo Testamento nos fala de um corpo, um conselho de anciãos que decidem juntos; as Escrituras chamam este corpo de presbíteros de “presbitério”.

Na Bíblia, a palavra presbítero só aparece no singular quando se trata de uma menção de seu caráter; fora isto, todas as outras referências estão no plural “presbíteros” ou no coletivo “presbitério”. O próprio fato de Jesus ter enviado os discípulos de dois em dois (Lc.10:1) revela que o Senhor não quer nenhum dos seus trabalhando sozinho (Ec.4:9-12) ou isolado (Pv.18:1).

O livro de Provérbios nos declara que “na multidão dos conselheiros há segurança” (Pv.11:14), Por isso é melhor trabalhar em equipe. Além de que, numa equipe há equilíbrio de opiniões, ênfase ministerial, experiência de vida, etc.

Entendemos também que não basta apenas formar uma equipe, é necessário que haja entre seus componentes uma voz “maior”. Isto concorda também com o que encontramos nas cartas às sete igrejas da Ásia, no Apocalipse, onde Jesus se dirigia ao “anjo” (mensageiro) da igreja (Ap.2:1), o que nos mostra que, mesmo em igrejas que tinham um presbitério (como é o caso de uma destas – Éfeso, At.20:17) havia uma pessoa responsável perante o Senhor por ser o mensageiro principal da igreja.

O PRESBÍTERO SÊNIOR

Por isto afirmamos: ainda que o governo neo-testamentário seja plural, deve haver alguém responsável por ser a voz maior na igreja. A este membro do presbitério que se destaca em momentos de decisões mais delicadas e que tem a responsabilidade de ser o anjo da igreja, chamamos de “presbítero sênior”.

Muitos me perguntam: “Como distinguir quem, dentro de uma equipe, deve ser o pastor sênior?”
Sempre digo que este assunto é mais simples em igrejas que já começaram trabalhando com um presbitério. Normalmente a pessoa que estabeleceu a igreja forma uma equipe à volta de si ou prepara alguém que assuma este lugar se ela mesma for prosseguir para outros lugares plantando mais igrejas. Mas consideremos o modelo bíblico…

O primeiro presbítero-sênior que vemos no Novo Testamento é o apóstolo Pedro. Quando ele se levanta para pregar no dia de Pentecostes, os demais apóstolos se levantam com ele (At.2:14). Com esta atitude silenciosa, eles refletiam seu apoio ao que Pedro pregava e demonstravam também que ele falava em nome de todo o grupo, o que aconteceu outras vezes (At.4:8). Pedro já era um líder que se destacava entre os doze, e o Senhor parece ter dado evidências de que ele teria destaque na liderança (Mt.16:19; Lc.22:32).

Basicamente, percebemos que o líder principal tem uma direção de Deus e alcança o respeito dos demais de sua equipe. Porém quando uma equipe já existe e nunca definiu seu líder, quando decide fazê-lo é bom contar com a ajuda de outros líderes de fora que sejam bem respeitados por toda a equipe e os orientem nesta hora.

Para se estabelecer um presbítero, é importante que primeiro ele traga o respeito do povo por sua vida e ministério. Paulo falou a Timóteo a respeito de não impor as mãos precipitadamente (antes da prova) para estabelecer alguém e também falou acerca dos bispos e diáconos serem primeiro provados. Se você somar a tudo isto o que fato de os presbíteros eram eleitos… O texto bíblico declara: “E, promovendo-lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido” (At.14:23). A palavra grega traduzida para “eleitos” é “cheirotoneo” e, de acordo com a Concordância de Strong, significa: “1) votar pelo ato de estender a mão; 2) criar ou nomear pelo voto: alguém para exercer algum ofício ou dever; 3) eleger, criar, nomear”. Isto não fala do povo escolhendo por si estes presbíteros, e sim que o presbitério indicava as características que os aspirantes deveriam apresentar e então o povo apresentava os que tinham as características. Portanto, o reconhecimento do povo é importante.

PRESBÍTERO, BISPO OU PASTOR?

É importante não só entender que o governo está ligado aos presbíteros, mas quem são eles. Há muita confusão nas igrejas em geral por causa de termos distintos que o Novo Testamento emprega, como “presbítero”, “pastor” e “bispo”. Em muitas igrejas, estes três termos indicam uma hierarquia ministerial, onde geralmente o presbítero é inferior ao pastor, que por sua vez é inferior ao bispo. Mas o quê, de fato, ensina a Bíblia?

As Sagradas Escrituras jamais apre
sentaram estes termos como se referindo a pessoas e cargos diferentes; note o que diz a Bíblia:

“De Mileto mandou [Paulo] a Éfeso chamar os presbíteros da igreja”. (Atos 20:17)

E, quando o apóstolo se encontrou com eles, disse-lhes:

“…Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu BISPOS, para PASTOREARDES a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue”. (Atos 20:28)

Observe que os três títulos são usados para as mesmas pessoas! Paulo chamou os presbíteros de bispos e disse que eles foram constituídos para pastorear a Igreja. O apóstolo Pedro também se referiu aos presbíteros como sendo pastores:

“Rogo, pois, aos PRESBÍTEROS que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: PASTOREAI o rebanho de Deus que há entre vós”… (1 Pedro 5:1,2)

Se os três termos se referem a uma só pessoa, então qual é a necessidade de nomenclatura diferente?
Entendemos esta diferença de nomenclatura como se referindo a aspectos diferentes de um mesmo ministério.

O termo “presbítero” fala da capacitação e sempre indica A PESSOA.
O termo “bispo” fala da hierarquia eclesiástica; indica A POSIÇÃO na Igreja.
O termo “pastor” fala do serviço realizado; indica o ministério.

No quadro abaixo estamos expondo esta definição dada acima (que aprendi com Frank Damazio, em seu livro “Princípios da Vida da Igreja” publicado em português pela Comunidade Cristã de Curitiba):



PRESBÍTERO-BISPO-PASTOR

Os três termos falam de uma só pessoa e não de uma cadeia hierárquica. Quero tomar como exemplo de diferentes nomenclaturas se referindo a uma só pessoa no caso de um médico. A graduação (conclusão e aprovação) no curso de medicina mostra a capacitação do indivíduo para ser médico; mas “médico” é o termo que indica o seu trabalho, enquanto que um termo como “chefe da pediatria” indica um cargo que ele possui dentro de um hospital. Neste caso você não separa os termos “graduado”, “médico” e “chefe da pediatria” dizendo que se referem a três pessoas, pois são três aspectos diferentes em uma só pessoa. O mesmo se dá com os termos pastor, bispo e presbítero.

Porque é tão importante entender isto?
Para vivermos a forma correta de governo bíblico.

Nossa é igreja é governada pelos presbíteros, que também são bispos, e que possui entre eles pastores. Mas vale ressaltar que nesta equipe de pastoreamento não temos só pastores, mas também os demais dons ministeriais de Efésios 4:11.

Todo presbítero é um bispo e todo bispo também é presbítero, estas duas características são inseparáveis; e onde estiverem estas duas, estará a terceira: o pastor (ou outro dom ministerial; Pedro, por exemplo, era presbítero e seu dom ministerial era de apóstolo – I Pe.5:1 e pastor – Jo.21:15-17).

Porém, nem toda pessoa com o dom ministerial (como um pastor ou evangelista, por exemplo) é um presbítero e bispo, pois pastor ou evangelista (ou qualquer outro dom ministerial) são um ministério exercido dentro da Igreja de Cristo, mas não são cargos e nem tampouco governo. Um bom exemplo disto é o caso de Felipe, a quem a Bíblia chama de evangelista (At.21:8). Contudo, mas mostrando que ele exercia um dos cinco dons ministeriais, a Bíblia mostra que o cargo que ele ocupava na Igreja era o de diácono, não o de um presbítero.

Quando examinamos a história da Igreja, descobrimos que foi só no segundo século que começaram a utilizar o termo bispo para designar um chefe de pastores ou o supervisor de uma região eclesiástica. Alguns crêem que as definições que a Igreja da primeira era apostólica não tinha, vieram depois (como esta definição de bispos como sendo apenas os que cuidavam de uma região eclesiástica). Não concordo com esta idéia. O modelo inicial foi estabelecido por direção de Deus e plena liderança do Espírito Santo; logo, se houve mudanças depois, prefiro descartá-las e permanecer com o modelo original. Um bispo, porque cuida de uma região de Igrejas não precisa ser chamado de outro nome, pode ser chamado de bispo. No entanto, isto não significa que o presbítero da Igreja não seja um bispo! Estes valores não podem ser confundidos…

COM O SE ESTABELECE UM PRESBÍTERO?

Segundo o ensino do Novo Testamento, um presbítero sempre tem que ser estabelecido por outros presbíteros. Paulo falou a Timóteo sobre ele ter recebido imposição de mãos do presbitério (I Tm.4:14). Quando uma igreja se inicia, um presbitério de outra localidade dá posse ao presbitério local:

“E, promovendo-lhes [eles, os de fora]* em cada igreja a eleição de presbíteros, depois de orar com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido”. Atos 14:23

Embora os presbíteros de Antioquia tenham estabelecido estes presbitérios nestas cidades visitadas pelos apóstolos Paulo e Barnabé, entendemos que depois de um presbitério já ter sido estabelecido, ele é responsável por estabelecer seus novos membros.

É muito importante que presbíteros da própria localidade sejam levantados (isto indica o crescimento em maturidade da própria igreja), como foi feito por Paulo e Barnabé em cada cidade. Contudo, não podemos deixar de destacar o fato de que, algumas vezes (normalmente ao iniciarem algo) os apóstolos se serviam de ministérios já formados de outras localidades para os auxiliarem, como fez Barnabé com Paulo (At.11:25,26) e Paulo com Timóteo (At.16:1-3).

Cremos nos cinco dons ministeriais como devendo funcionar na igreja em nossos dias, mas ninguém é ordenado ou estabelecido num dom ministerial específico, e sim como presbítero ou diácono. No Novo Testamento não vemos ninguém sendo ordenado como pastor, evangelista ou qualquer outro dom, mas somente como presbíteros:

“Por esta causa te deixei em Creta para que pusesses em ordem as cousas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi”. Tito 1:5

Alguns passos precisam ser observados antes de se estabelecer alguém como presbítero. Cremos em quatro etapas bíblicas distintas a serem seguidas:

1. A Vocação. Tudo começa com um desejo: “Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja” (I Tm.3:1). A palavra traduzida por “aspira” no original grego é “oregomai” e significa: “esticar-se a fim de tocar ou agarrar algo, alcançar ou desejar algo”. Fala de alguém que não só tem um desejo, mas se esforça por alcançar aquilo. Esta é a fase inicial, o primeiro passo, uma vez que Deus opera em nós o querer e o realizar (Fl.2:13). O próprio anseio pelo ministério é um dos primeiros indícios de que há um chamado de Deus.

2. As Qualificações. O aspirante ao ministério precisa ter mais do que apenas o desejo, precisa de qualificações. É por isso que Paulo segue dizendo a Timóteo as características que o mesmo deve apresentar: “É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo” (I Tm.3:2-7). Vale ressaltar que de todas estas características só uma envolve habilidade ou aptidão para tarefa (apto para ensinar); as demais são traços de caráter que precisam estar presentes na vida de um ministro.

3. A Prova. Um período probatório é importante antes de estabelecer alguém. Paulo aconselhou Timóteo: “A ninguém imponhas precipitadamente as mãos” (I Tm.5:22); E como nos versículos anteriores ele vinha falando acerca dos presbíteros, entendemos que ele está dizendo que não se deve ordenar um presbítero depressa, pelo contrário, deve se ter paciência, dar tempo. E por que não ter pressa? Para que o aspirante seja provado. O apóstolo Paulo mencionou isto quando falou dos diáconos, mas o princípio vale pra todos: “E também estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis” (I Tm.3:10). O ser provado é demonstrar pelo trabalho e serviço as qualificações a ponto de alcançar bom testemunho diante dos líderes e do povo. Note que tanto na ordenação de presbíteros como de diáconos a Bíblia diz que elegeram tais pessoas (At.6:5 e 14:23); isto não fala de um processo eleitoral democrático, e sim que os presbíteros indicavam as características que os aspirantes deveriam apresentar e o povo indicava aqueles nos quais elas eram vistas. Este reconhecimento que vinha do povo era um sinal de que os aspirantes haviam sido aprovados no seu serviço.

4. O Estabelecimento. Este é o último nível deste processo. Depois de vocacionado, qualificado e provado, o aspirante ao presbitério deve ser estabelecido. Esta etapa do processo acontece com
outros presbíteros já estabelecidos ministrando sobre quem será estabelecido (Tt.1:5). Esta ministração envolve: oração e jejum (At.14:23) e imposição de mãos e profecia (I Tm.4:14), e deve acontecer perante o povo da Igreja que passará a se sujeitar à autoridade conferida a estes ministérios.

AS QUALIFICAÇÕES DE UM PRESBÍTERO

As Sagradas Escrituras são claras a respeito das qualificações que os presbíteros devem apresentar em suas vidas. Observe o texto bíblico:

“É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo”. I Timóteo 3:2-7

Abaixo detalhamos cada uma destas características em seu significado no original grego e com alguns comentários do que é esperado do bispo/presbítero com mais alguns textos bíblicos que realçam a necessidade destas características:

1. Irrepreensível. Palavra grega “anepileptos” que significa: “não apreendido, que não pode ser repreendido, não censurável, irrepreensível”. Não fala de ser perfeito, mas de alguém que não anda no erro, que não merece ser corrigido (Fl.2:15). Fala do exemplo que o mesmo deve dar, seguindo o padrão ensinado por Cristo aos seus discípulos (Jo.13:15) e também pelos apóstolos (2 Ts.3:9).

2. Esposo de uma só mulher. É óbvio que o texto fala da monogamia. Um presbítero, à semelhança de qualquer outro cristão, não pode ter um caso ou relações extra-conjugais. Mas o enfoque aqui vai para a característica de não ser alguém casado de novo fora dos padrões bíblicos (Mt.19:9; I Co.7:39).

3. Temperante. Do grego “nephaleos”, significa: “sóbrio, controlado, abster-se de vinho, seja totalmente ou pelo menos do seu uso imoderado”. Como a seguir Paulo fala sobre ser sóbrio e depois sobre não ser dado ao vinho, entendemos que a temperança em questão fala mais do comportamento diante das circunstâncias. A NVI traduziu esta palavra como “moderado”, a Versão Corrigida de Almeida preferiu a palavra “vigilante”, enquanto que a Tradução Brasileira optou por “discreto”. A forma de falar pode refletir isto (Cl.4:6).

4. Sóbrio. Do grego “sophron”, significa: “de mente sã, equilibrado, que freia os próprios desejos e impulsos, auto-controlado, moderado”. Fala de auto-controle – não só quanto à bebida, mas também quanto a cada aspecto da vida espiritual, emocional e física (II Tm.4:5). A NVI traduziu este termo como “sensato”.

5. Modesto. Do grego “kosmios”, significa: “bem organizado, conveniente, modesto”. Fala de características como organização (pessoal e do trabalho), comportamento agradável e humildade. A Versão Corrigida de Almeida traduziu esta palavra como “honesto”, enquanto que a Tradução Brasileira optou por “circunspecto”. Já a NVI optou por “respeitável”.

6. Hospitaleiro. Do grego “philoxenos”, significa: “hospitaleiro, generoso para as visitas”. Fala de um coração aberto e amoroso que permite que seu lar seja um lugar de acolhida. Esta característica revela alguém que se importa com os outros e que não é egoísta (Hb.13:2).

7. Apto para ensinar. Do grego “didaktikos”, significa: “apto e hábil no ensino”. Fala do entendimento bíblico necessário para viver e ensinar a palavra de Deus em todos os aspectos, o que inclui a capacidade de correção e refutação do erro (Tt.1:9-11).

8. Não dado ao vinho. A palavra grega é “paroinos” e significa “dado ao vinho, bêbado”. Não proíbe a ingestão do vinho (Ef.6:18; I Tm.5:23), mas revela a necessidade de cuidado e atenção nesta área (Gn.9:21; Pv.20:1).

9. Não violento. Do grego “plektes”, significa: “brigão, pronto para um golpe, contencioso, pessoa briguenta”. A Versão Corrigida de Almeida e a Tradução Brasileira traduziram esta palavra por “não espancador”. Fala de alguém que se domina em suas emoções e não seja um “pavio-curto” (II Tm.2:24).

10. Cordato. Do grego “epieikes”, significa: “aparente, apropriado, conveniente, eqüitativo, íntegro, suave, gentil”. Fala de educação, amabilidade e simpatia. A NVI preferiu traduzir esta palavra como “amável”, enquanto que a Versão Corrigida de Almeida e a Tradução Brasileira traduziram esta palavra por “moderado”.

11. Inimigo de contendas. Do grego “amachos”, significa: “irresistível, invencível, pacífico, que se abstêm de lutar”. A Versão Corrigida de Almeida traduziu como “não contencioso” enquanto que a NVI optou por “pacífico”. Fala de alguém que não tem a briga (ainda que só verbal) ou intriga como opção.

12. Não avarento. Do grego “aphilarguros”, significa: “que não ama o dinheiro, não avarento”. A Tradução Brasileira optou pelo termo “não cobiçoso” enquanto que a NVI optou por “não apegado ao dinheiro”. Fala de contentamento (Fl.4:11; Hb.13:5) e ausência de ganância (I Pe.5:2).

13. Que governe bem a própria casa. “…criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)”. A família do líder deve ser referência e modelo ao rebanho. A principal razão de Deus ter eliminado a casa de Eli do exercício do sacerdócio foi a desestrutura familiar (I Sm.3:12-14).

14. Não seja neófito. “…para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo”. A palavra “neófito” significa “novo na fé” e foi traduzida pela NVI como “recém-convertido”. A maturidade advinda do tempo de caminhada cristã é essencial, uma vez que a palavra “presbítero” significa “ancião” e fala, como já vimos, não de maturidade cronológica, mas espiritual (I Tm.4:12).

15. Ter bom testemunho dos de fora. “…a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo”. Sua vida cristã deve primeiro ganhar o respeito dos que o conhecem no dia à dia, para depois servir de referência à Igreja, caso contrário será envergonhado e preso pelo inimigo.

AS DELIBERAÇÕES DO PRESBITÉRIO

O propósito de uma equipe é a soma (ou sinergia) produzida pelas diferenças de cada um. Isto proporciona equilíbrio de aptidões, supre as limitações pessoais de um com as virtudes de outros, propicia uma sabedoria maior com a opinião de outros presbíteros e ainda permite que a carga de tarefas e atividades seja melhor distribuída.

Entretanto, estas diferenças não significam que sempre haja divergência. Antes de mais nada, um presbitério deve ter fortes laços de unidade que sejam a manifestação de uma forte aliança, primeiro com Deus e depois com o restante da equipe. Quando Pedro se levantou para a sua primeira pregação públic
a em Jerusalém, no dia de Pentecostes, os onze (o restante do presbitério) se colocaram em pé juntamente com eles:

“Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos”… Atos 2:14

Nenhum deles falou, só Pedro (o líder, ou presbítero sênior da equipe então), mas os demais se levantaram junto. Vejo nisto uma forma de expressar publicamente apoio e concordância para com aquilo que estava sendo dito. Esta deve ser a essência da equipe de presbíteros: a unidade. O presbitério existe para promover acordo. Não quer dizer que não haja debate, divergência inicial ou diferença de opinião, mas deve terminar promovendo concordância nas suas decisões.

Todo presbitério deve se reunir para buscar a Deus e deliberar juntos sobre o que deve ser feito e quais as medidas a serem tomadas, sejam decisões ministeriais ou administrativas, preventivas, corretivas ou qualquer outra. Vejamos alguns exemplos das reuniões e deliberações dos presbíteros na Bíblia:

1. A decisão acerca dos diáconos. Em Atos 6:1-7 encontramos um problema a ser resolvido e os apóstolos vindo a público com a solução (obviamente já conversada entre eles). Eles não poderiam mais servir as mesas e decidiram estabelecer os diáconos que o fizessem, enquanto eles voltavam a priorizar o ministério da Palavra e a oração. Alguns acreditam que este processo foi algo democrático, uma vez que as palavras “eleição” e “escolha” estão presentes. Contudo, quando os apóstolos dizem ao povo que deviam escolher os diáconos, a palavra traduzida como “escolhei” é a palavra grega “episkeptomai” e significa: “inspecionar, examinar com os olhos, procurar por”. Os apóstolos, na verdade, vieram com as claras diretrizes de quem podia ser um diácono e, depois de apresentar uma decisão tomada, deixaram que o povo, de acordo com os critérios por eles mesmo impostos, escolhessem os que tinham tais características. O v.5 fala que eles “elegeram” sete pessoas. Esta palavra no original grego é “eklegomai” e significa: “selecionar, escolher (dentre muitos)”. Resumindo, vemos o governo permanecendo sobre os presbíteros; ainda que tenham permitido ao povo participar da decisão, ela veio à público já definida. E isto foi resultado de conversa entre a equipe ministerial.

2. A liberação de Paulo e Barnabé. Um presbitério deve gastar tempo diante de Deus. Os presbíteros devem buscar e ministrar ao Senhor juntos; suas reuniões não podem ser meramente administrativas. Vemos este modelo na Igreja de Antioquia (At.13:1-3). Os irmãos estavam perante o Senhor e receberam direção profética sobre a liberação de Paulo e Barnabé para uma obra apostólica; concordaram a respeito e os comissionaram ao trabalho.

3. O envio de Pedro e João à Samaria. Os apóstolos receberam notícias precisas do trabalho em Samaria (o que indica que havia prestação de contas) e reconhecem que precisam suprir algo que o ministério de Felipe, sozinho, não lhes havia suprido; então enviam Pedro e João (At.8:14-16). O texto não diz que Pedro e João foram sozinhos, mas enviados pelos apóstolos! Isto nos mostra reuniões entre eles que terminavam com diretrizes práticas, fruto do acordo chegado nas decisões tomadas em equipe.

4. Pedro fala do que houve na casa de Cornélio. Depois de Pedro ter pregado aos gentios da casa do centurião Cornélio, os apóstolos receberam notícias do ocorrido (At.11:1) e houve (dentro da equipe) discordância quanto às ações de Pedro. Este, por sua vez, lhes expôs a revelação que recebera de Deus, porque quebrara seus próprios paradigmas e os resultados do que o Senhor fizera por seu intermédio entre os gentios. Então os que eram da circuncisão (uma ala de pensamento mais forte sobre este assunto dentro da equipe apostólica) se apaziguaram e deram glória a Deus. Ou seja, terminaram removendo as divergências e entrando em concordância a respeito do assunto.

5. O Concílio de Jerusalém. Em Atos 15 vemos que todos os apóstolos e presbíteros se reúnem (incluindo presbíteros de outras localidades) para examinarem a questão da circuncisão entre os gentios. A divergência fica claramente percebida no v.7 que menciona ter havido grande debate. Pedro se levanta (v.7-11) e testemunha o que Deus fez por seu intermédio na casa de Cornélio e destaca a salvação pela graça, mediante a fé, o que fez a multidão silenciar (v.12). Então Paulo e Barnabé relatam os sinais e prodígios que o Senhor operara através deles, indicando com isto o aval de Deus sobre a fé dos gentios. Note que não foram todos os que falaram; a oportunidade foi cedida principalmente aos que tinham algo especial a ser comentado. Por fim, depois de Barnabé e Paulo testemunharem, Tiago se levanta e traz um posicionamento bíblico sobre a situação, mencionando o que foi profetizado acerca deles e como a igreja deveria tratar o assunto. E o v.22 diz que “pareceu bem aos apóstolos e aos presbíteros”, o que mostra a importância de se chegar a um ponto de concordância.

Além do tempo para buscar a Deus juntos (At.13:1,2) acredito que a equipe deva investir em relacionamento. Gastar tempo juntos em refeições, conversas, passeios, e até mesmo em entretenimento e diversão. Isto tudo, como em qualquer outro relacionamento, aproxima, fortalece vínculos, ajuda a criar mais cumplicidade e intimidade entre os membros da equipe. Os doze que caminhavam com Jesus viveram juntos, comendo, rindo, buscando a Deus; não pense que só trabalhavam feitos robôs!

READEQUAÇÕES

Por melhor que seja a equipe, não é eterna. Não só porque um dia irão morrer, mas pela dinâmica do Reino de Deus. O Senhor falou com o presbitério da igreja de Antioquia e Paulo e Barnabé foram enviados a cumprir outra missão. Muitas vezes, e por muitos e diferentes motivos, membros do presbitério podem ser trocados ou remanejados. Eis algumas razões:

1. Envio. Foi o que aconteceu com Paulo e Barnabé; reconheceu-se um chamado do Senhor para os dois e eles foram liberados para aquilo que se sentiam chamados (At.13:3,4).

2. Disciplina ou juízo. Foi o que levou Judas a ser substituído (At.1:16-26) e foi a possibilidade da qual Jesus falou ao anjo da igreja de Éfeso (Ap.2:5).

3. Morte. Ítem óbvio; ninguém dura para sempre e uma hora haverão substituições pela partida dos servos de Deus ao Lar Celestial (II Pe.1:14).
4. Remanejamento de posição. Embora inicialmente Pedro tenha se destacado como o líder da Igreja em Jerusalém, este lugar parece ter sido depois assumido por Tiago, irmão do Senhor (Gl.1.19). Paulo, ao mencionar as colunas da igreja de Jerusalém, menciona os nomes nesta ordem: Tiago, Pedro e João (Gl.2:9). No episódio ocorrido em Antioquia e descrito por Paulo aos galátas, vemos o apóstolo Pedro temendo o que os da parte de Tiago pensariam a seu respeito (Gl.2:12), o que indica que Tiago tinha, nesta ocasião, uma voz maior que a de Pedro. Parece que isto ocorreu depois da prisão de Pedro (At.12) e não sabemos a razão; talvez o próprio Pedro tenha sentido a necessidade de se dedicar mais às viagens… o fato é que readequações podem acontecer e devemos agir com sabedoria e sensibilidade à voz de Deus nestas horas.


SUBMISSÃO AS AUTORIDADES

SUBMETER-SE ÀS AUTORIDADES

TEXTO – RM. 13:-1-5
INTRODUÇÃO - Toda autoridade constituída deve ser obedecida. Existem pessoas que se submetem a uma autoridade e são rebeldes em relação a outras. A Bíblia nos ensina a sermos submissos a todo aquele que tem autoridade sobre nós. Deus trabalha dentro da visão de hierarquia(hierarquia=é uma ordenação de autoridade, em diferentes níveis, dentro de uma estrutura).
Procure identificar bem a hierarquia da igreja e se submeta a autoridade constituída.

1. TODA AUTORIDADE É CONSTITUÍDA POR DEUS – RM.13:1
Não existe autoridade que não venha de Deus, porque não há autoridade que não proceda Dele. Estou falando da permissão de Deus na investidura do cargo. Dn.4:17; João 19:11; Tg.1:17; João 3:27. Nenhuma autoridade existe que não tenha sua base na soberania de Deus.
2. QUEM RESISTE À AUTORIDADE RESISTE A ORDENAÇÃO DE DEUS – RM.13:2
Quando um filho é rebelde com os pais, ele está se rebelando diretamente contra Deus que estabeleceu os pais como autoridade sobre os filhos. Da mesma forma, um membro que se levanta contra um líder ou um líder da igreja que se levanta contra uma autoridade superior a ele. Se você aplicar o princípio bíblico de hierarquia você será abençoado.
3. O REBELDE ATRAI PARA SI MESMO MALDIÇÃO OU CONDENAÇÃO – RM.13:2
Rebeldia é uma atitude ilegal. Quem planta rebeldia vai colher o fruto da sua rebeldia. O rebelde sempre acaba mal. Se a rebeldia fosse uma coisa boa, o diabo teria se dado bem. Existem dois caminhos: submissão e a obediência para a bênção ou a rebeldia e desobediência para a maldição.
4. TEMOS QUE ESTAR SUJEITOS POR DEVER DE CONSCIÊNCIA – RM.13:5
Quando entendemos o princípio de autoridade, somos submissos não por causa do temor de sermos punidos, mas por causa da consciência que temos que toda autoridade vem de Deus, e quando estamos sujeitos às autoridades nos submetemos diretamente ao nosso Deus.

CONCLUSÃO - Deus é representado na autoridade, por isso nos submetemos aos nossos líderes(1ªPe.2:13; Ef.6:5). A submissão à autoridade é uma ordem de Deus, independentemente de concordância, de sentimento ou entendimento(v.1). Quando estamos sujeitos ou submissos à autoridade estamos honrando a Deus(1ºSm.2:30 “...aos que me honram, honrarei, porém, aos que me desprezam, serão desmerecidos.” Palavra de Deus ao sacerdote Eli).


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