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domingo, 2 de agosto de 2015

O MISSIONÁRIO E SUA RENDA



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  COMO SUSTENTAR UM MISSIONÁRIO

Sem dinheiro no bolso

"E orai em todo o tempo com toda oração e súplica no Espírito. Vigiai nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos. Orai também por mim, para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para com intrepidez fazer conhecido o mistério do evangelho," (Efésios 6:18-19)


Paulo neste ponto de sua vida e ministério, como missionário, exorta a Igreja de Éfeso sobre a necessidade de se revestir completamente com a armadura de Deus, na batalha contra o mal. Ele nos abre a porta, nesta seção da carta, para compreendermos sobre a crença na existência do mundo dos espíritos maus, crença esta que aparece por todo o Novo Testamento.


Nossa luta na verdade, diz Paulo, não é contra a carne ou sangue, não é contra pessoas, não é contra regimes políticos ou religiosos que governam países, dificultando a penetração do evangelho em terras distantes ou tão pouco contra os partidos mais de esquerda que sonham com um país mais justo para aqueles que sofrem com o trabalho duro sem contudo gozar dos benefícios do seu suor. É claro para o apóstolo-missionário, a existência de Satanás e suas hostes, principados e potestades que agem neste mundo poderosamente contra toda a humanidade, armando ciladas e tornando os homens cegos para não contemplarem a glória de Deus, sendo privados de experimentarem realmente o fim principal de sua existência que, conforme a confissão de fé de Westminster é: "...glorificar a Deus e gozá-lo para sempre." Rm.11:36; I Cor.10:31; Sl. 73:24-26;
João 17:22-24.


Apesar de muitos hoje em dia colocarem de lado esta doutrina, porque acham que alguns cometem excessos quanto a questão da batalha espiritual, não podemos negar o fato de que esta luta contra os espíritos maus é tratada freqüentemente nas Escrituras e que mesmo em nossos dias temos muitas e infalíveis provas, até mesmo por parte dos vários estudos que se tem feito no campo da parapsicologia, que revelam a existência de forças estranhas e poderosas, de natureza negativa e que operam no mundo. Paulo mesmo em outras passagens Neotestamentárias nos revela como nosso mundo está tomado por manifestações malignas, como por exemplo quando se refere ao evangelho encoberto, dizendo: "Mas, se o nosso evangelho ainda está encoberto, para os que se perdem está encoberto, nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus." 2 Cor.4:3-4.


Penso que a compreensão adequada desta revelação nos levará diretamente a percepção de que os 5.8 bilhões de seres humanos, que vivem hoje no planeta terra, estão a mercê do "Príncipe das potestades do ar, que agora opera nos filhos da desobediência" Ef. 2:1-3. Satanás como inimigo de nossas almas, tem armado ciladas ao longo dos séculos a fim de que os homens não venham a conhecer o evangelho de Cristo. Ele tem se entrincheirado entre as nações construindo fortalezas, laços, sofismas, teias e é nosso dever interceder ao "Pai das luzes em quem não há mudança nem sombra de variação", Tiago 1:17, repetindo as palavras do salmista: "Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e os confins da terra por tua possessão." Salmo 2:8.


Não é tanto exagero dizer que milhões de pessoas estão morrendo sem Jesus, neste mundo de Deus, por causa da estratégia de nosso inimigo. Pergunto a você? Por que os legisladores de nosso país tem dificultado, juntamente com a FUNAI, a penetração de missionários evangélicos nas tribos indígenas que nunca ouviram falar de Jesus? Por que milhões de Indianos estão presos nas garras do Hinduísmo, adorando a criatura em vez do criador? Por que nações inteiras em todo o mundo estão se tornando Islâmicas, fechando as portas para qualquer perspectiva de liberdade religiosa? Por que alguns países europeus considerados cristãos e que no passado mudaram o curso da história com a pregação da Palavra de Deus estão vivendo hoje na indiferença? Essa grande multidão está vagando sem contudo achar resposta para a sua necessidade de serem aceitos por Deus e de se relacionarem pessoalmente com o Criador. Estas são perguntas que nós como cristãos só podemos responder a luz da Palavra de Deus que nos mostra esta grande realidade espiritual de que "o mundo inteiro jaz no maligno". I João 5:19.


No contexto da exposição de Paulo, neste capítulo que está se encerrando com estes dois versículos de convocação dos cristãos para a intercessão, não podemos descrever a oração como parte da armadura, mas ao descrevermos o equipamento cristão para o conflito não podemos deixar de incluir uma referência a oração. Não podemos separar estes dois versos da descrição anterior mas entendê-los conjuntamente como se ele estivesse fazendo um pedido de vestirmos cada uma das peças desta armadura com oração e a esta altura, como havia pedido oração por todos os santos, não deixa de pedir aos seus leitores súplicas e orações sinceras por ele mesmo.


Paulo tinha uma profunda consciência da sua posição na frente do campo de batalha. Mesmo estando na prisão, ele sabia da sua vulnerabilidade. Creio que a sua solicitação não era motivada pelo desejo de libertação da cadeia, mas por duas razões: primeiramente, porque sabia que possuía a grande responsabilidade de levar aos homens o evangelho da salvação eterna que lhe foi confiado pelo próprio Deus e por isso necessitava de sabedoria; E em segundo lugar, porque precisava de intrepidez para anunciar com poder este mesmo evangelho conforme o desígnio de Deus. Isto da mesma forma que os discípulos faziam (Atos 4:29), oravam não pelo seu próprio sucesso, nem para ficarem livres das prisões, dos perigos ou dos sofrimentos, mas oravam para que lhes fosse dada intrepidez na proclamação do evangelho de Cristo.


Portanto, se para o apóstolo Paulo esta era uma questão vital em seu ministério, nós não podemos considerá-la menos importante. Existem muitos homens e mulheres que tem sido enviados com uma missão e que se acham carentes de cobertura espiritual. Não devemos esquecer de que esta missão pertence a todos nós como Igreja de Cristo e ao nos unirmos em oração com estas pessoas estamos garantindo vitória e unidade, na tarefa de guerrear contra as trevas e saquear o exército inimigo, libertando os que estão cativos e "trazendo nossos irmãos, dentre todas as nações, como presente à presença do Senhor assim como os filhos de Israel trazem as suas ofertas de cereais em vasos limpos à casa do Senhor" Is.66:20.


Quero então estabelecer o nosso propósito dizendo que missionários são soldados do mesmo exército que nós somos, eles estão na frente de batalha, lutam onde o conflito está se dando de modo mais acentuado. Estão muitas vezes cercados em território inimigo e sentem-se sozinhos, algumas vezes desanimados, estão batalhando diariamente e diretamente no território do inimigo e precisam do apoio de outros batalhões do seu exército para ajudá-los nos momentos mais críticos de suas atividades.




A Igreja, o Corpo de Cristo, cada crente, cada membro sem exceção é convocado a tomar parte nesta obra de intercessão por todos os missionários, nossos representantes no campo de batalha. Por isso "perseverai na oração, velando nela com ações de graça. Orai também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou preso. Orai para que o manifeste como devo fazer." Col.4:2-4. .................................................................................................................
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MISSÕES E AS DIFICULDADES

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A FRAGILIDADE DE MISSÕES

Parece claro à todos nós, que a igreja do chamado terceiro mundo tem tido e terá uma grande e importante participação no avanço do Evangelho em termos mundiais nesse novo milenium. Não podemos negar que houve uma vasta mudança no centro de gravidade em missões e que agora possuímos uma nova agenda. Cristãos vindos da Asia, África e América Latina para a Europa, ficam impressionados e até mesmo chocados com o declíno do cristianismo nesse continente. Em geral eles encontram um cristianismo apologético e ansioso para assegurar à todos que eles não querem impor a sua fé sobre ninguém.




Isto acontece ao mesmo tempo em que testemunhamos um vibrante crescimento da Igreja de Cristo, jamais visto em toda história, especialmente no chamado terceiro mundo. Patrick Johnstone1, quando fala sobre o crescimento dos evangélicos nos últimos quarenta anos, ressalta que esse crescimento tem acontecido predominantemente nas partes mais pobres do mundo. Citando a América Latina e o que tem acontecido em nosso continente, especialmente na década de 70, nos faz sentir que vivemos num verdadeiro tempo de Deus (kairos). Tempo esse que com certeza nenhum de nós quer perder. Continuando ele declara que “existem mais evangélicos no Brasil do que em toda Europa”, o que deveria ser motivo de alegria, mas quando pensamos no velho continente e o que ele significa para todos nós hoje, não só como o berço da Reforma Protestante mas também em termos missionários. Sem dúvida alguma sentimos a grande responsabilidade que pesa sobre todos nós.


Porém, quando no meio de todo esse processo, começamos a refletir em nossa participação e em como podemos contribuir com a obra missionária como um todo, logo vamos nos deparar com algumas realidades desfavoráveis. Elas denunciam nossas muitas fraquezas, inabilidades e falta de poder político e econômico para abrir o caminho à nossa frente. Pois essa foi uma das alavancas impulsionadora do Cristianismo em direção ao chamado terceiro mundo no passado. David J. Bosch2, menciona o fato de que “era natural para as nações do ocidente argumentar que aonde quer que o poder delas fossem a sua religião também tinha que ir”.


Não podemos esquecer que somos um Continente marcado pela instabilidade política e que também vive sob o signo da instabilidade econômica. Nem tão pouco devemos esquecer que quanto ao nosso contexto social estamos mais para recipientes do que para doadores. Além do mais no que diz respeito a missões, como disse Newbigin, que mesmo vivendo em um mundo globalizado ainda possuímos uma mentalidade paroquial3.


Indubitavelmente, esse é um quadro que tem profundas implicações em nosso fazer missionário. Creio que até podemos dizer que essa é realmente uma das fraquezas de missões a partir do chamado terceiro mundo e também um dos nossos pontos mais vulneráveis. Segundo a Revista Mission Frontiers, citando estudo feito pela World Evangelical Fellowship Mission Comission4, falando sobre o Brasil, diz que entre as causas de atrito indesejável que acontecem anualmente com missionários no campo fazendo-os voltar ao país de origem, são encontrados basicamente cinco fatores que alistados por eles são: Treinamento inadequado; falta de sustento financeiro; falta de compromisso; fatores pessoais tais como auto-estima, stress e problemas com colegas. Todos estes aspectos refletem um pouco daquilo que somos enquanto igreja neste momento histórico e do nosso envolvimento com missões mundiais.


Talvez devéssemos concordar com alguns que pensam que, neste exato momento de nossa história, não estamos amadurecidos o suficiente para participar em tal projeto ou mesmo nos questionar: Será que podemos, enquanto igreja do mundo pobre, fazer Missão?


Penso que deveríamos fazer algumas considerações que talvez venham a nos ajudar em nossa reflexão. Segundo Antonio Carlos Barro5, devemos lembrar que até mesmo todos esses fatores que pesam contra nós, acabam se tornando um ponto positivo em nosso fazer missionário. Dizendo ele que uma das razões pelas quais as igrejas do chamado terceiro mundo não poderiam imitar as igrejas ricas do primeiro mundo se dá justamente por causa da sua pobreza. Também citando, no mesmo artigo, René Padilla quando afirma que as nossas igrejas continuam a ser, de uma maneira geral, as igrejas dos pobres e as igrejas para os pobres.


Creio que é exatamente para dentro desta dimensão que deveríamos nos mover e refletir a nossa ação missionária, enquanto igreja do terceiro mundo. Se torna fundamental para nós neste momento, não só entendermos o papel que temos que desenvolver em nossa missão, mas como também buscar uma compreensão mais clara da natureza e origem da missão que nos alcançou. A priori este é um chamado para entender de onde viemos e para onde estamos indo em nossa caminhada.


Primeiramente, creio que devemos entender que Missões é um ato da Soberania de Deus. Não é pelo fato de não pertencermos ao chamado primeiro mundo que devemos nos privar do privilégio de fazer Missões. Não é o quanto possuímos ou o que temos sobrando que conta. Nem mesmo o poder, quer seja ele econômico ou político, que deve nos motivar em nosso envolvimento em missões, pois foi em aparente fraqueza, debilidade e pobreza que a salvação de Deus chegou até nós.


Foi exatamente isso que Isaías expressou quando pintou o quadro da fraqueza e debilidade do Servo Sofredor. A mensagem parecia tão absurda e sem sentido para aqueles que a ouviam, que ele diz: “Quem deu crédito à nossa mensagem?”6. Como podiam crer que o Deus criador de todas as coisas, que havia mostrado os seus atos salvíficos de modo tão poderoso, podia manifestar uma tão grande salvação morrendo daquela forma? Quem na verdade queria se associar com essa figura sem expressão e sem poder algum, que parecia incapaz de salvar-se a si mesmo?. Quando ele descreve o Salvador diz que “…Não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para Ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos.”7. O que fica implícito no texto é que foi através da fraqueza do servo que a salvação de Deus, não só se tornou possível, mas como também se manifestou.


Paulo mais tarde usa Isaías como background para fundamentar a mensagem das Boas Novas. Ele afirma que aquilo que aparentemente era frágil se revelou em uma tremenda demonstração do poder de Deus e consequentemente todo aquele que põe sua confiança Nele tem salvação. Creio que o ponto aqui é exatamente o fato de que Deus, para alcançar seus propósitos usa aquilo que aparentemente é frágil para revelar a sua salvação aos povos. “Deus em sua soberania escolhe as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que ninguém se glorie perante ele.”8 Foi assim que em meio ao aparente fracasso, Deus manifestou salvação à toda humanidade, com poder ao ressuscitar Jesus de entre os mortos. Em segundo lugar, devemos entender que Missões é um ato de fé. Era para isto que Isaías queria chamar nossa atenção quando afirma “…O teu Deus reina9”. Esta foi a mensagem das Boas Novas anunciada por ele, mesmo antes de falar sobre o Servo Sofredor. Israel, enquanto povo de Deus, não entendeu que aquele que o chamou de entre os povos estava no controle de todas as coisas. Ele reina e os seus propósitos serão efetivados e sómente Ele vai ser glorificado e honrado por isso. O chamado é para Israel confiar em Deus, crer que para Ele tudo é possível. Em nossa caminhada missionária não devemos esquecer de crer que ele reina e está no controle, e que qualquer projeto missionário é viável porque Ele reina. Quem de nós cria que alguns anos atrás, a cortina de ferro, viria a baixo e que as portas da Rússia se abririam para o Evangelho? Quem acreditava que o Evangelho sobreviveria na China comunista após a expulsão de todos os missionários? Independentemente das circumstâncias, Deus está no controle. A nossa certeza tem que estar naquele que, como disse João Batista, “…até destas pedras Deus pode suscitar filhos à Abraão.”10 Mesmo em aparente fraqueza e debilidade a igreja do chamado terceiro mundo deve crer que aquele que reina, tem um chamado para seu povo independentemente de sua condição econômica, política ou social. Ele a esta chamando não por causa da força ou poder que ela porventura possua em si mesma. Ele a está chamando para que ande em obediência de fé, não olhando o tamanho de nossas congregações ou mesmo estar preocupados com a situação econômica e política do nosso país, que nos enfraquece. Creio que é exatamente neste contexto que Deus encontra o ambiente ideal para demonstrar o seu poder. O que cabe a nós é simplesmente ser fiéis. Entregar à Ele nossos talentos, recursos e energia como reconhecimento de que Ele reina. Para assim cumprirmos nosso papel no mundo. O que resta então para nós, a luz do que foi dito acima, é pensar em como tudo isso pode afetar, de maneira prática a nossa expressão missionária no mundo, enquanto igreja dos pobres. Pensar em como podemos caminhar, mesmo em aparente fraqueza, em obediência ao chamado de Deus. Primeiramente, penso que deveríamos fugir da tentação de ver missões como resultado de um mandato que pesa sobre nós enquanto Igreja. Abordando esse assunto Lesslie Newbigin diz que existe uma longa tradição que vê a missão da Igreja, primariamente como obediência a um mandato.11 Continuando ele diz: mesmo que esse venha a ser o caso, isso faz com que a tarefa missionária seja encarada muito mais como um fardo, do que como uma expressão de alegria. Muito mais como parte da Lei, do que da Graça de Deus. Missões no inicio da Igreja Cristã acontece primariamente como uma explosão de alegria, daqueles que tiveram um encontro pessoal com Jesus. Mais tarde, daqueles que descobrem que Jesus está vivo e que são impulsionados a contar aos outros esse fato extraordinário que não podia se escondido. Esta é uma das características da igreja do chamado terceiro mundo, que deveria ser preservada em nossa caminhada missionária. Muitas igrejas tem crescido ou são plantadas como fruto do esforço daqueles que, tendo sido alcançados por Deus, se sentem impulsionados pelo desejo de compartilhar alegremente as Boas Novas com suas famílias, vizinhos, amigos e parentes. Este é um dos aspectos que temos para contribuir enquanto igreja obediente. O simples fato de querer alegremente, compartilhar com outros as Boas Novas sem constrangimentos, nos leva a ser efetivos em missões. Em segundo lugar, creio que a nossa fragilidade nos leva, inevitavelmente a uma interdependência, ou seja dependemos uns dos outros para a realização da nossa tarefa. É de capital importância para nós, realizar a obra em parceria com o resto do Corpo de Cristo no mundo.


Aprender com outras igrejas e contribuir com elas (e elas conosco) no esforço missionário, deve ser a nossa prioridade nessa área de parceria. Dentre as muitas coisas que temos que aprender com estas igrejas, e que não deveríamos negligenciar são: suas estruturas e como elas funcionam em todo o processo para melhorarmos também as nossas próprias estruturas e fazê-las funcionar de maneira correta; seu cuidado para com aqueles que são enviados por eles; qual o tipo de treinamento oferecido; visão de ministério e etc.


É preciso que entendamos que essa deve ser uma parceria aonde os obreiros da igreja do chamado terceiro mundo, sejam reconhecidos como parceiros de verdade, tratados no mesmo nível, tendo seus dons e ministérios reconhecidos, como uma contribuição a ser dada para a maturidade do Corpo de Cristo. Já não existem mais Judeus e nem Gregos, escravos e senhores, pois fomos feitos um em Cristo. Em último lugar, a vantagem dessa igreja é que ela só pode contar com o poder de Deus para levar adiante a mensagem do Evangelho. Essa presença pode ser notada na forma como o Espírito Santo de Deus tem operado através dela e feito ela expandir.


Queria destacar a idéia tão bem expressada por Newbigin12, quando fala sobre a presença de poder velada na fraqueza. Num mundo de tantos conflitos étnicos e animosidade, especialmente contra a dominação dos países do primeiro mundo, considerados cristãos e opressores. Uma igreja que não possua o poder político, está livre do peso de tentar usar poderes humanos para dominar e influenciar o mundo.13 Uma boa maneira de pensar sobre tudo isso que temos falado até agora, é conforme descrito por David J. Bosch14, citando D. T. Niles, quando retrata missões como um mendigo contando a outro mendigo aonde encontrar pão. Creio que poderíamos dizer que nós somos (enquanto igreja dos pobres) tão dependentes desse pão quanto àqueles para quem nós estamos indo e que a medida que o compartilhamos podemos experimentar o verdadeiro sabor e o valor nutritivo dele.



Notas

1 Patrick Johnstone; The Church is Bigger than you Think. Pgs. 113-116.

2 David J. Bosch; The Vulnerability of Mission. Occasional Paper No. 10. Selly Oak Colleges
3 Lesslie Newbegin; The Gospel in Today’s Society. Occasional Paper, Selly Oak Colleges
4 Mission Frontiers; Jan-Feb 1999. The U.S. Center for World Mission.Pgs. 33-37

5 Antonio Carlos Barro; Parceria em Missoes. Internet

6 Isaias 53:1
7 Isaias 53:2
8 1 Corintios 1:28-29
9 Isaias 52:7


10 Lucas 3:8

11 Newbigin, Lesslie; The Gospel in a Pluralistic Society. Pgs.116

12 Newbigin, Lesslie; The Gospel in a Pluralistc Society. Pgs. 120
13 Patrick Johnstone; The Church is Bigger than you Think.
14 David J. Bosch; The Vulnerability of Mission. Occasional Paper no. 10, Selly Oak College ...........................................................................................................
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Faces da Maçonaria


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O Cristão e a Maçonaria



Introdução:
A Maçonaria é uma Ordem Universal formada de homens de todas as raças, credos e nacionalidades, acolhidos por suas qualidades morais e intelectuais e reunidos com a finalidade de construírem uma Sociedade Humana, fundada no Amor Fraternal, na esperança com amor a Deus, à Pátria, à Família e ao Próximo, com Tolerância, Virtude e Sabedoria e com a constante investigação da Verdade e sob a tríade“LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE”, dentro dos princípios da Ordem, da Razão e da Justiça, o mundo alcance a Felicidade Geral e a Paz Universal. (“jfas”.)


1. A origem da Maçonaria:


Um membro da maçonaria operativa ou especulativa a exata origem da maçonaria é desconhecida, diz o Dicionário da Maçonaria, de Joaquim Gervásio de Figueiredo: As origens reais da maçonaria se perdem nas brumas da Antigüidade. Segundo Jesus Hortal, em sua obra Maçonaria e Igreja: Conciliáveis ou Inconciliáveis? A maçonaria é um desdobramento das antigas corporações de pedreiros surgidas na Idade Média.
Em 1717, data reconhecida pela própria maçonaria como a de sua fundação, foi que quando lojas maçônicas de Londres se unificaram e deram origem à Grande Loja da Inglaterra, conhecida como Maçonaria Especulativa ou Franco-Maçonaria. A Grande Loja de Londres é o berço da maçonaria. Em 1723, James Anderson publicou as Constituições da maçonaria, sendo até hoje documentos universalmente aceitos como base de todas as lojas maçônicas.


2. O que é Maçonaria?


A Maçonaria é uma organização mundial de homens que, utilizando-se de formas simbólicas dos antigos construtores de templos, voluntariamente se uniram para o propósito comum de se aperfeiçoarem na sociedade. Admitindo em seu seio, homens de caráter, sem consideração à sua raça, cor ou credo, a Maçonaria se esforça para constituir uma liga internacional de homens dedicados a viverem em paz, harmonia e afeição fraternal.


3. Aonde começou a Maçonaria?


O Egito e sua audaciosa oposição a Deus, muitos são os exemplos que podemos dar, porém, a fim de demonstrar a inequívoca relação entre a Maçonaria e Lúcifer, começaremos pelo Egito, o qual possuía símbolos e simbologias muito apreciadas pelos maçons, até os dias de hoje. Pelas Escrituras, a Bíblia, pode ter conhecimento da ferocidade com que aquele povo se opôs a Deus e como foi incrivelmente rebelde e arrogante mesmo diante das maravilhas que Deus operou naquele lugar. A audácia foi de tal ordem que, mesmo solenemente advertidos por Deus por intermédio de Moisés, e vendo as maravilhas de Deus, os egípcios perseguiram o povo do Senhor até que foram, definitivamente, afogados e destruídos nas profundezas do Mar Vermelho, que Deus abriu de modo sobrenatural a fim de salvá-los dos egípcios. A atitude do Faraó do Egito foi buscar auxílio em seus deuses, para os quais trabalhavam os magos do Egito com suas ciências ocultas.


4. A Maçonaria é uma Sociedade secreta?


A Maçonaria não é uma sociedade secreta, no sentido como tal termo é geralmente empregado. Uma sociedade secreta é aquela que tem objetivo secreto e oculta a sua existência assim como as datas e locais de suas sessões. O objetivo e propósito da Maçonaria, suas leis,


História e filosofia têm sido divulgados em livros que estão a venda em qualquer livraria. Os únicos segredos que a maçonaria conserva é as cerimônias empregadas naadmissão de seus membros e os meios usados pelos Maçons para se conhecerem. “jfas”.


5. A Maçonaria é uma Religião?


A Maçonaria não é uma religião no sentido de ser uma seita, mas é um culto que une homens de bons costumes. A Maçonaria não promove nenhum dogma que deve ser aceito taticamente por todos, mas inculca nos homens a prática da virtude, não oferecendo panacéias para a redenção de pecados.


O primeiro e principal dever de cada loja maçônica, de acordo com a determinação do art.17, letra a, da Constituição do Grande Oriente do Brasil, é este: observar cuidadosamente tudo quanto diz respeito ao espírito e à forma da instituição, cumprindo e fazendo cumprir a Constituição, as leis e as decisões dos Altos Corpos da Ordem.
Essa definição encaixa-se perfeitamente bem com as palavras de Rizzardo da Camino, 33º grau maçônico, autor de mais de quarenta livros. O maçom, dentro do templo maçônico, através da liturgia, cultua o grande arquiteto do universo ”8”. Existe um sistema de adoração dentro das lojas, conforme as palavras do maçom Carl H. Claudy: “As lojas da maçonaria são construídas para Deus”. Na cerimônia de admissão e a cada passagem de grau são feitos juramentos que nada mais são do que promessas ou profissões de fé no Grande Arquiteto do Universo e na fraternidade maçônica.


6. A Maçonaria é Anti-Religiosa?


A Maçonaria não é contra qualquer religião. Ela ensina e pratica a tolerância, defendendo o direito do homem praticar a religião e seu agrado. A Maçonaria não dogmatiza as particularides do credo e da religião. Ela reconhece os benefícios e a bondade assim como a verdade de todas as religiões, combatendo, ao mesmo tempo, as suas inverdades e o fanatismo.


7. A Maçonaria é Ateísta ou Agnóstica?


A Maçonaria não é ateísta nem agnóstica. O ateu é aquele que diz não acreditar em Deus enquanto o agnóstico é aquele que não pode afirmar, conscientemente, se Deus existe ou não. Para ser aceito e ingressar na Maçonaria, o candidato deve afirmar a crença em Deus.


8. A Maçonaria é um Partido Político?


A Maçonaria não é um partido político. Ela não tem partido. Em princípio, a maçonaria apóia o amor à Pátria, respeito às leis e à Ordem, propugnando pelo aperfeiçoamento das condições humanas. Os maçons são aconselhados a se tornarem cidadãos exemplares e a se afastarem de movimentos cuja tendência seja a de subverter a paz e a ordem da sociedade, e se tornarem cumpridores das ordens e das leis do país em que estejam vivendo, sem nunca perder o dever de amar o seu próprio país. A maçonaria promove o conceito de que não pode existir direito
Sem a correspondente prestação de deveres, nem privilégios sem retribuição, assim como privilégios sem responsabilidade.


9. A Maçonaria é uma Sociedade de auxílios Mútuos?


A Maçonaria nem é uma ideologia, nem um "ismo". Ela não se envolve com as sutilezas da filosofia política, religiosa ou social. Mas, ela reconhece que todos os homens têm uma só origem, participam da mesma natureza e tem a mesma esperança e, por conseguinte, devem trabalhar em união para o mesmo objetivo - a felicidade e bem estar da sociedade.




10. A Maçonaria é uma Ideologia ou um Ísmo?


A Maçonaria nem é uma ideologia, nem um "ismo". Ela não se envolve com as sutilezas da filosofia política, religiosa ou social. Mas, ela reconhece que todos os homens têm uma só origem, participam da mesma natureza e tem a mesma esperança e, por conseguinte, devem trabalhar em união para o mesmo objetivo a felicidade e bem estar da sociedade. “Jfas”.


11. Qual é a Missão da Maçonaria?


A missão da Maçonaria é a de "fazer amigos, aperfeiçoar suas vidas, dedicar-se às boas obras, promover a verdade e reconhecer seus semelhantes como homens e irmãos".
A missão da Maçonaria ainda é a prática das virtudes e da caridade, é confortar os infelizes, não voltar às costas à miséria, restaurar a paz de espírito e a paz aos desamparados e dar novas esperanças aos desesperançados. Natureza e tem a mesma esperança e, por conseguinte, devem trabalhar em união para o mesmo objetivo - a felicidade e bem estar da sociedade.


12. A Maçonaria convida as pessoas para se afiliarem a ela?


A Maçonaria não "convida" ninguém, mesmo aos mais qualificados para se tornarem um membro da Ordem. Aquele que deseja entrar para ela, deve manifestar esse desejo espontaneamente, declarando que livre e conscientemente deseja participar dela. A Maçonaria não prende nenhum homem a juramentos incompatíveis com sua consciência a liberdade de pensar.


13. Porque a Maçonaria não inicia mulheres?


Tendo evoluído da Maçonaria Operativa que erguia templos no período da construção de catedrais, a Maçonaria adotou a antiga regulamentação que provia o seguinte: "As pessoas admitidas como membros de uma Loja devem ser homens bons e de princípios virtuosos, nascidos livres de idade madura, sem vínculos que o privem de pensar livremente, sendo vedada a admissão de mulheres assim como homens de comportamento duvidoso ou imoral. A regularidade da maçonaria se deve ao fato de se ater aos seus princípios básicos e imutáveis regidos por mandamentos, entre os quais se inclui o que acima se disse.


14. Por que são chamados de Templos os Locais de Reunião?


Os lugares onde os maçons se reúnem são chamados de templos porque, embora não sendo uma religião ou reunindo-se em uma igreja, a Maçonaria preserva religiosamente os direitos de cada indivíduo praticar a religião ou credo de sua preferência, mantendo-se eqüidistante das diferentes seitas ou credos. Ela ensina a todos como respeitar e tolerar as religiões diversas de seus membros.


15. A Maçonaria Universal obedece a uma autoridade Máxima?


Nem mesmo em um país como os Estados Unidos que agora se compõe de 50 Estados e conta com cerca de 4 milhões de Maçons, obedece a Maçonaria a uma autoridade suprema. A Maçonaria em cada país ou em cada estado de uma Federação é regulada e dirigida por uma Grande Loja independente e soberana.


16. A Hierarquia Maçônica:

Um dos pontos marcantes dessa organização diabólica é a hierarquia fundamentada em uma simbologia iniciática ocultista. Quando alguém ingressa na Maçonaria, essa pessoa é iniciada em um processo sistemático a que os maçons denominam rito (de ritual). Esta iniciação tem pó óbvia finalidade um processo de recrutamento e a inserção do iniciado na hierarquia das lojas maçônicas.
Nesses rituais maçônicos há uma série sistemática de juramentos, os quais têm a finalidade de reforçar a submissão do iniciado à organização.
Desta forma, o iniciado, começando por Aprendiz, é introduzido, como se fosse um soldado, em uma rígida hierarquia onde passa a servir aos interesses da organização maçônica.
Essa manipulação tem por objetivo a destruição espiritual do ser humano, contra quem o diabo nutre ódio mortal.
Tem também a finalidade de recrutar homens e mulheres a fim de que sirvam a Satanás em seu propósito de ser adorado através da figura da Besta, assunto já tratado em outros artigos e para o qual retornaremos quando formos demonstrar como a Maçonaria serve a propósitos mais abrangentes de Lúcifer.
É evidente que o diabo não pode contar com homens que realmente amem a Deus a fim de levar a cabo seus intentos. Por isso recruta homens ímpios, egoístas, amantes de si próprios, ambiciosos, arrogantes, idólatras e pagãos através da Maçonaria. Posteriormente, a organização, fundamentada em princípios satânicos, sistematicamente os doutrina fazendo-os acreditar que são "homens de bem e de bons costumes" e uma "elite benfeitora", como é freqüentemente anunciado em suas publicações e sutis propagandas.
(De um website maçom) "Crer na existência de um princípio criador". Isto não significa absolutamente nada aos olhos de Deus e não faz da pessoa um verdadeiro homem de bem. Crer em um "princípio criador", ser ateu, ou indiferente dá no mesmo. Até os demônios crêem e tremem.
Senhor Jesus Cristo, João 15:5. Embora os maçons o neguem até com veemência, a realidade é que qualquer referência ou mesmo a pronúncia do nome do Senhor Jesus Cristo é fortemente desencorajada nas lojas maçônicas, e isto pode ser compreendido se atentarmos para as palavras do Senhor:


Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. João 3:20.


17. Os praticantes da Maçonaria:


Sabemos que a maçonaria aceita qualquer pessoa, independente de seu credo religioso.William Schnoebelen conta que era bruxo quando foi admitido na maçonaria.
Albert Pike, um dos grandes líderes maçons, escreveu que Lúcifer é deus e “portador da luz” e que a maçonaria deve seguir a doutrina luciferiana: A religião maçônica deve ser por todos nós iniciados do alto grau, mantida na pureza da doutrina luciferiana. Se Lúcifer não fosse deus, será que Adonai, cujas ações provam sua crueldade, perfídia e ódio pelos homens, barbarismo e repulsa pela ciência, e seus sacerdotes o caluniariam? “Sim, Lúcifer é deus, e infelizmente Adonai também é deus”.
Desta forma, a doutrina do satanismo é uma heresia; a religião filosófica pura e verdadeira é a crença em Lúcifer, o equivalente de Adonai; mas Lúcifer, deus da luz e deus do bem, está batalhando pela humanidade contra Adonai, o deus das trevas e do mal.”13”. No hebraico, o termo Adonai significa literalmente “Senhor” ou “Mestre”. É sinônimo de Yahweh (transcrito como “Senhor” na Bíblia de Almeida) e Elohim (traduzido “Deus”, ou seja, o nosso Deus). A maçonaria não aceita, e nem poderia aceitar, o cristianismo, porque é impossível conciliar cristianismo e satanismo. O Deus que para nós é o Deus do bem, para o líder maçom é o deus do mal. “jfas”.


18. A Influência da Maçonaria no Governo dos Países:


Os maçons desempenharam um papel extraordinário na Revolução Francesa, Queda da Bastilha, isso inspirados nos ideais de liberdade, igualdade afraternidade, representados nas três cores da bandeira francesa.
Catorze presidentes americanos foram maçons, destacando-se entre eles George Washington, James Monroe, Andrew Jackson, James Garfield, Howard Taft, Franklin Delano Roosevelt, Harry Truman a Gerald Ford, entre outros4. Na religião, mesmo com a oposição da Igreja Católica, os maçons estão presentes. Justifica isso pelo fato de Russell haver pregado em lojas maçônicas, haver em seu túmulo uma pirâmide, e o use da cruz dentro da coroa, comp logotipo da Sociedade Torre de Vigia, impresso nas edições da revista The Watchtower a atual A Sentinela até 1930. “jfas”.
Isso também pode ser visto no mormonismo, Ritos a símbolos maçônicos estão presentes ainda hoje na Igreja dos Santos dos Últimos Dias Igreja Mórmon. No começo "Muitos maçons preeminentes tornaram-se mórmons". A influência da maçonaria na história do Brasil tem sido grande a Inconfidência Mineira.
Esse movimento fez D. João VI decretar a proibição da Maçonaria, Gonçalves Ledo a José Bonifácio com outros maçons tramaram a Inconfidência do Brasil. Um mês após proclamar a independência, D. Pedro I foi aclamado Grão-Mestre Geral da Maçonaria no Brasil, e o Marechal Deodoro ocupava esse cargo ao proclamar a República em 1889.
A maçonaria esteve presente desde a Independência do Brasil até a Proclamação da República. Hoje a maçonaria tem influência muito grande no Brasil e, no mundo: são cerca de 6 milhões ao todo, em mais de 164 países, sendo cerca de 150 mil no Brasil.8 Há grande quantidade de parlamentares, altos funcionários do governo, líderes religiosos, muitos empresários e membros de outras elites. Na inauguração do novo Palácio Maçônico de Brasília do Grande Oriente do Brasil, compareceram 120 parlamentares, além do então Ministro da justiça, Maurício Correia.


19. Católicos e a Maçonaria:


Hoje a Maçonaria atrai muitos católicos, infelizmente, embora a Igreja proíba que nos tornemos maçons. Com todo o respeito que devemos a cada pessoa, em face à sua opção, devemos, contudo, lembrar aos que querem ser autenticamente católicos, que a filiação à Maçonaria é considerada pela Igreja Católica pecado grave, já que as concepções de Deus e religião, assim como o processo de iniciação secreto imposta aos novos membros, não se coadunam com as noções do Cristianismo relativas a Deus e aos sacramentos, principalmente.
A Igreja tem uma posição oficial sobre o assunto, que foi feita pelo pronunciamento da Santa Sé em 26/11/1983, por ocasião da promulgação do atual Código de Direito Canônico pelo Papa João Paulo II.
Jérome Hamer, Secretário: Tem se perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da Maçonaria pelo fato de que no novo Código de Direito Canônico, ela não vem expressamente mencionada como no código anterior.
Permanece, portanto, imutável o parecer negativo da Igreja a respeito dasassociações maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e, por isto, permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçônicas estão em estado de pecado grave, enão podem aproximar se da Sagrada Comunhão. Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983. É importante notar que a Declaração da Santa Sé afirma que estão em estado de pecado grave, e não podem aproximar se da Sagrada Comunhão. Além do mais é preciso lembrar que a principal virtude do católico é a obediência à Santa Igreja, chamada pelo Papa João XXIII, de Mater et Magistra (Mãe e Mestra) Infelizmente, em desobediência à Igreja, alguns no passado, até mesmo do clero, se associaram à Maçonaria, no intuito, às vezes, deserem úteis à sociedade, mas isto nunca foi permitido pela Igreja.


20. A Profanação do Templo:


O profano (iniciante) aproxima-se lentamente com os olhos vendados. Ao entrar na loja, o irmão “experto” tocam-lhe o peito com a ponta de uma espada. Então, segue o seguinte interrogatório.
O Venerável pergunta: Vês alguma coisa, senhor?
A resposta do profano é imediata: Não, senhor.
O Venerável prossegue: Sentes alguma impressão?
Profano: O contato de um objeto aguçado sobre o peito.
Venerável: A arma cuja ponta seta simboliza o remorso que há de perseguir-vos se fordes traidor à associação a que desejais pertencer. O estado de cegueira em que vos achais é o símbolo do mortal que não conhece a estrada da virtude que ides principiar a percorrer. O que quereis de nós, senhor? “Jfas”.
Profano: Ser recebido maçom. Venerável: E esse desejo é filho de vosso coração, sem nenhum constrangimento ou sugestão?
Profano: Sim, senhor.
Venerável: Previno-vos, senhor, que a nossa ordem exigirá de vós um compromisso solene e terrível, se vos tornardes maçom, encontrareis em nossos símbolos a terrível realidade do dever.
Depois de submetido as muitas indagações, o profano é conduzido ao altar dos juramentos e ajoelha-se com o joelho esquerdo, pondo a mão direita sobre a constituição e a Bíblia, que devem ter em cima a espada. À mão esquerda, o profano segura o compasso, apoiando-o no lado esquerdo do peito. Daí, todos se levantam e ouve o seguinte juramento.
Eu, (nome), juro e prometo de minha livre e espontânea vontade, pela minha honra e pala minha fé, em presença do “Supremo Arquiteto do Universo”, que é Deus perante esta assembléia de maçons, solene e sinceramente, nunca revelar quaisquer dos mistérios que sempre ocultarei e nunca revelará qualquer uma das artes secretas, partes ou pontos dos mistérios ocultos da maçonaria que me vão ser confiados, senão a um bom e legítimo irmão ou em loja regularmente constituída, nunca os escrever, gravar, traçar, imprimir ou empregar outros meios pelos quais possa divulgá-los.
Juro também ajudar e defender meus irmãos em tudo o que puder e for necessário, e reconhecer como Potência Maçônica regular e legal no Brasil o Grande Orientem do Brasil, ao qual prestarei obediência. Se violar este juramento, seja-mearrancada a língua, o pescoço cortado, e meu corpo enterrado nas areias do mar, onde o fluxo e o refluxo das ondas me mergulhem em perpétuo esquecimento, sendo declarado sacrílego para com Deus, e desonrado para com todos os homens.
Em seguida, o neófito é conduzido para uma sala contígua ao templo, onde já se encontram colocadas duas urnas com espírito de vinho aceso. Deitado no chão, sobreum pano preto, deve estar um irmão (maçon), como se estivesse morto, amortalhado com a capa do 1º Experto.
Todos os irmãos estarão de pé, sem insígnias, e armados de espada que apontam o neófito. Este é então desvendado pelo Venerável e encontra-se subitamente num ambiente lúgubre, com inúmeras espadas voltadas para ele. E ouve as graves admoestações do Venerável: Este clarão pálido e lúgubre é o emblema do fogo sombrio que há de alumiar a vingança que preparamos aos covardes que perjuram. Essas espadas, contra vós dirigidas, estão nas mãos de inimigos irrecon-ciliáveis, prontos a embainhá-las no vosso peito se fordes tão infeliz que violeis vosso juramento.
Como bem se expressa o Dr. Boaventura Kloppenburg, temos de ponderar que não estamos lendo alguma peça teatral, nem um documento antigo de sombrias épocas de sangue e vingança, mas o ritual prescrito para iniciação no primeiro grau da maçonaria. Daí a pergunta que não quer calar: Pode o cristão submeter-se a um ritual e juramento imbuídos de aspectos explicitamente condenáveis pela Palavra de Deus? Como imaginar até mesmo um pastor diante desse sacramento de iniciação maçônico? Como congregar, sob o mesmo teto, evangélicos, espíritas, muçulmanos, umbandistas, católicos, budistas, entre outros grupos religiosos, em nome de uma entidade divina conhecida pelo título de ‘Grande Arquiteto do Universo’? Será que tais pessoas estão de fato adorando o Deus de Abraão, Isaque e Jacó? Ou seja, o Deus da Bíblia?. Dá para imaginar, por exemplo, um cristão indo a um templo hindu para participar de uma cerimônia? Tal cristão poderia presumir que, seguindo os rituais hindus, estaria adorando a Jesus, ainda que participando de uma oração grupal a Vishnu? Suponhamos, ainda, que os hindus concordem em mudar o nome Vishnu para Grande Arquiteto do Universo. Ainda que façam isso, certos elementos dos rituais da adoração pagã, como, por exemplo, andar ou dançar em círculos, hão de permanecer. Com a substituição do nome “divino”, seria então aceitável ao cristão participar de uma cerimônia de adoração hindu? Escrevendo aos irmãos de Corinto, o apóstolo Paulo disse o seguinte: Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Nãopodeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele? Ver: (I Co 10: 20 -22).
Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis. Pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que consenso há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Pois vós sois o santuário do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor. Não toqueis nada imundo, e eu vos receberei Ver: (II Co. 6: 14 -18).
Para abonar essa contestação, devemos antes conhecer alguns segredos dessa entidade tão secreta. Primeiramente, analisaremos vários trechos de livros e manuais da maçonaria, embora muitas obras de sua autoria ainda permaneçam na obscuridade para os de fora. Como referência, tomaremos os livros atuais (nacionais e internacionais), escritos por maçons do mais alto grau, que descrevem o que ocorre dentro das lojas. Ainda que algum maçom negue a autoridade absoluta desse ou daquele autor maçônico, não poderá, no entanto, negar que tais escritos representam a prática e o ensino da maçonaria brasileira e mundial. A análise que faremos será à luz da Bíblia, a única regra de fé e prática dos cristãos evangélicos, Ver: (II Tm. 3:16, 17; Ef. 5:17). “Jfas”.


21. Qual a relação entre o cristianismo e a maçonaria?


O cristão maçom pode compartilhar suas ideologias cristãs aos companheiros de loja No Dicionário Filosófico de Maçonaria, de Rizzardo da Camino, 33º grau, membro fundador da Academia Maçônica de Letras, encontra a seguinte definição para cristianismo: A religião cristã, em si, não é adotada pela maçonaria, mas, sim, os princípios cristãos. A maçonaria é adotada em todos os países e proclama a existência de Deus sob o nome de Grande Arquiteto do Universo; não importa a religião que o maçom siga, o que importa é a crença no Absoluto, no Poder Divino, em Deus, seja qual for o nome que se lhe der, como Jeová ou Alá “3”.
Como podemos ver nessa de claração, a maçonaria não adota o cristianismo e, conseqüentemente, não aceita a existência de Jesus Cristo como o único Deus.
Ainda que em seus rituais os maçons falem em Deus ou do Ser Supremo, ignoram a Santíssima Trindade, não mencionando uma vez sequer o santo nome de Jesus. Na verdade, os maçons jamais se dirigem a Deus mediante a Cristo.
As características distintas dos deuses das diferentes religiões são outra evidência de que eles não são a mesma pessoa os hindus acreditam na reencarnação, sendo que no hinduísmo pode-se regredir e reencarnar em um animal, determinadas religiões acreditam na extinção da vida, enquanto outras pregam a imortalidade da alma ao lado de Deus.
Há aquelas que dizem que os homens tornam-se deuses após várias reencarnações, outras afirmam que só existiu e sempre existirá um único Deus. Os deístas limitam a participação de Deus à criação, como se Ele tivesse deixado o mundo para ser governado pelas leis naturais. 6 Esse sistema difere do “teísmo” cristão, no qual Deus é um Deus pessoal e interfere permanentemente no destino da humanidade, “Isaias 44:6”.
Para entendermos melhor o deísmo maçônico, vejamos a declaração de Rizzardo da Camino: Cada religião expressa Deus, com nome diferente, como os israelitas que o denominam de ‘Jeová’; isso não importa, o que vale é sabermos que esse Grande Arquiteto do Universo é Deus.”7” Os cristãos, no entanto, não concordam com essas palavras. Não é a mesma coisa adorar o Deus verdadeiro e um bezerro de ouro, como os israelistas fizeram no deserto (Êx 32:1-10; Ne 9:6-31).
O Deus da Bíblia é pessoal e único, Ele se preocupa com as pessoas e não abandonou a humanidade. Parece lógico seguir a todos os deuses, porque assim, no final, aquele que for o deus verdadeiro vai se manifestar em prol de seus seguidores.
Mas o Deus das Escrituras não aceita ser comparado e muito menos igualado a outros deuses, simplesmente porque não existem outros deuses (Sl 115. guarda-te para que não esqueças o Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão. Não seguirás outros deuses, nenhum dos deuses dos povos que houver à roda de ti” (Dt 6: 12 -14). O indiferentismo perante Cristo é impossível: “Quem não é comigo é contra mim” (MT. 12: 30), disse Jesus. Mas o verdadeiro maçom, em virtude dos “princípios estabelecidos” pela maçonaria, não pode estar com Cristo seguindo todos os seus ensinamentos e obedecer a todos os mandamentos maçons.


22. A bíblia e a Maçonaria:

Na Enciclopédia Maçônica de Coil, lemos o seguinte: A opinião maçônica prevalecente é a de que a Bíblia é apenas um símbolo da Vontade, Lei ou Revelação Divina, e não que o seu conteúdo seja a Lei Divina, inspirada ou revelada. “Até” hoje, nenhuma autoridade tem mantido que um maçom deve acreditar na Bíblia ou em qualquer parte dela “14”.
Para a maçonaria, a Bíblia é “uma das três grandes luzes emblemáticas”, sendo colocada no mesmo patamar dos seus símbolos (esquadro e compasso). Mesmo que Coil não negasse o conteúdo divino da Palavra de Deus, esta atitude comparativa já seria suficiente para demonstrar que a Bíblia não é mais importante do que os símbolos maçônicos.
Além disso, segundo a doutrina maçônica, ela pode ser substituída por qualquer outro livro de religião fluente no país. Nos países islâmicos, por exemplo, usam-se o Alcorão, em Israel, a Torá etc. Alguns maçons dizem que a Bíblia é um “livro sagrado” para a loja, mas se ela pode ser substituída por outros livros, então não é sagrada, já que um objeto sagrado é insubstituível.
Oliver Day Street, outro erudito da loja, chega a dizer o seguinte: “Nenhuma loja entre nós deve ser aberta sem sua presença (da Bíblia). Mesmo assim, ela não é mais do que um símbolo... Não há nada de sagrado ou santo no mero livro. É só papel comum... Qualquer outro livro com o mesmo significado serviria...”15”. Outro maçom, J.W. Acker, afasta qualquer semelhança entre a maçonaria e o cristianismo bíblico ao declarar: Os judeus, os chineses, os turcos, cada um rejeita ou o Antigo ou o Novo Testamento, ou ambos, e ainda assim não vemos.
nenhuma boa razão por que não se devam tornar maçons. Na verdade, a Maçonaria da Loja Azul nada tem a ver com a Bíblia. Não se fundamenta na Bíblia. Se assim fosse, não seria “Maçonaria”.16”.
Se para os maçons a Bíblia é apenas um enfeite ou uma parte da mobília da loja “17”, a opinião dos cristãos é diferente, pois, de acordo com o apóstolo Pedro, nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação, porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo, Ver: (II Pd. 1: 20 - 21; 2:1...).


Fontes:

 Dicionário Filosófico de Maçonaria. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.
 Dicionário Maçônico. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.
 Fundamentos da Maçonaria. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.
 Iniciação Maçônica. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.
 Maçonaria Mística. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.
 Rito Escocês Antigo e Aceito. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.
 Catecismo Maçônico. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.
 Iniciação Maçônica. Rizzardo da Camino. Ed. Madras.
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Teologia de Missões



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Teologia de Missões



Introdução:


Há pelo menos cem anos a ciência moderna vem passando por transformações nunca imaginadas na história da humanidade. E o questionamento de seus pressupostos modernos é cada vez mais evidente. Os inícios da modernidade podem ser estabelecidos na passagem dos “século 15 para o século 16”; mas seu modo operante mais específico se situa entre os séculos 17 e 19. Trata-se de um longo período histórico em que a razão ocidental foi tornando-se “hegemônica no mundo, provocando mudanças radicais em todos os âmbitos da vida e das sociedades”, tanto positivas quanto negativas. Este paradigma científico-cultural, entretanto, apresenta contemporaneamente fissuras por todo lado. Trata-se de um paradigma envelhecido em processo de transformação, que precisa ser reconstruído e superado de acordo com o tríplice sentido hegeliano:conservar sua força crítica; negar o reducionismo em relação à religião e outras experiências espirituais; transcender ou superar a modernidade, assumindo-a em um paradigma de pós-modernidade ainda não encontrado, mas cujo sentido seja libertador e enriquecedora experiência humana. (jfas).


1. Teologia pastoral:


A Teologia pastoral é a parte da Teologia cristã que cuida da aplicação prática dos ensinamentos teológicos à ação ou pastoral da Igreja “quer ela seja católica ou protestante ou de outras confissões cristãs e à vida cotidiana de cada crente, principalmente à formação dos fiéis leigos ou clérigos” enquanto filhos de Deus e membros da Igreja, conduzindo-os no reto caminho da Palavra de Deus e da salvação, através dos ensinamentos emanados pela Igreja. Esta teologia, que está englobada pela teologia prática, contém vários sub-campos relacionados como a “Teologia de Missões, a Evangelização, a psicologia pastoral ou psicologia da religião, homilética, catequese e áreas similares”.


2. Teologia da Libertação:


Artigo este tenta refletir, a partir do Evangelho e, as experiencias de homens e mulheres comprometidos com o processo de deliberação no subcontinente de opressão e espoliação é americalatina. O caminho do compromisso libertador por muitos como tendo sido realizada na América Latina, e entre eles por um número crescente de cristans: as suas experiências e reflexões devem ser válidos como pode haver nestas páginas. “Ele deixou-nos pelo juizo do Senhor, para pensar a nossa fé, nosso amor ao máximo, e nossa esperança de darrazões dentro de um compromisso que você quer viver mais radical, total e eficaz. Este é o chamado da “Teología da Libertação”. É por isso que a teologia da libertação nos oferece talvez não tanto un novo tema para a reflexão, o manerado uma nova de fazer Teología”. Teologia como reflexão crítica sobre a práxis histórica é, portanto, uma teologia libertadora, uma teologia da história libertadora transformação da humanidade e, portanto, também a parte dele, recolhida a partir de“ecclesia” que confessa abertamente para Cristo. Ver: (Gl. 5: 6).


3. O Legado da Missão Urbana:


Jesus Cristo delegou poder e autoridade à igreja primitiva; e, mandou pregar o evangelho a toda à criatura, a todo o mundo até os confins da Terra. Nenhum lugar pode ficar excluído e nenhuma pessoa deve ser considerada não evangelizável. No Brasil, como em muitos países, 80% das pessoas vivem nas cidades, ao contrário do que havia há poucas décadas, quando a maior parte vivia nas áreas rurais. Este é um grande desafio para as igrejas cristãs. As cidades têm grandes e graves problemas, próprios do crescimento urbano desordenado a que são submetidas, tais como concentração excessiva de pessoas, “desigualdades sociais”, problemas de habitação, favelas, falta de saneamento, de saúde, etc. No que tange à evangelização, as cidades oferecem facilidades e dificuldades, como veremos adiante. As igrejas precisam ter estratégias de trabalho para alcançar as cidades. Há diferenças, entre evangelizar numa Metrópole e num lugar interiorano. Neste estudo, apenas damos uma pequena contribuição à reflexão sobre o assunto. Ver: (At. 1: 8 ;Mc. 16: 15).


4. Missão Urbana em Geral no Mundo:


“Temos no planeta apenas 33 % de cristãos incluindo os católicos e os inicialmente chamados protestantes”. Estes em geral se subdividiram em milhares de denominações, começando com os luteranos. “Os mais justificados pela separação”, os anglicanos e tantas outras denominações que vieram se subdividindo e que até hoje continuam se separando, mas com certeza isto um dia deverá cessar. E, o contrário vai ocorrer se reunificando como é a vontade do Mestre e pai desta fé. Jesus Cristo disse: “que todos sejam um só para que o mundo creia que tu me enviaste”. Quantos são hoje os cristãos no mundo inteiro? As estatísticas religiosas não são muito exatas, inclusive porque em muitos países os cristãos são perseguidos, ou os governos não incluem a religião no Censo. “A grosso modo estima-se o número atual de cristãos em cerca de dois bilhões, 1/3 da humanidade”. Entre os cristãos, os católicos são a maioria, superando um bilhão.Mas a distribuição por continentes é muito variada: a América é quase toda cristã; a Ásiaconta com poucos cristãos. (jfas).


5. Cultura dos países:


A principio, todos os países tem a sua própria cultura. A ordenação de “mulheres ao pastorado bem como, ao diaconato e presbitério não é uma unanimidade entre as igrejas evangélicas, em algumas denominações há sérias restrições quanto ao ministério feminino, proibindo-as de exercerem cargos de liderança”. É uma “visão que destoa dos princípios bíblicos”. “É fato que o Apóstolo Paulo em sua epístola, faz algumas restrições às manifestações das mulheres na igreja, mas, antes de generalizarmos estas recomendações Paulinas é preciso que façamos uma analisem da situação feminina diante da cultura oriental, ainda hoje, as mulheres são vista como um ser inferior sem voz ativa eram comercializadas, proibidas de estudarem, saírem às ruas ou mesmo se mostrarem”. (Esta visão cultural justifica por completo a ação do Apostolo, a igreja carecia de credibilidade diante da sociedade constituída por gentios, a instituição de mulheres como líderes não seria uma atitude sábia à obra missionária). Na Bíblia encontramos as mulheres exercendo uma série de atividades eclesiais, por exemplo: Servindo na igreja (diaconisas), evangelistas, profetisas, pregadoras, obreiras, etc. Diante de tantos exemplos, é impossível negarmos o chamado e a unção de mulheres ao pastorado. Inclusive, o mover do Senhor é uma realidade em nossos dias, mesmo que não houvesse nenhuma citação na Bíblia endossando o chamado feminino, ainda assim seria aceitável, desde que revelado pelo Espírito Santo de Deus, o verdadeiro edificador da igreja.


6. O desenvolvimento das Cidades:


No inicio de tudo, os homens viviam em áreas agro-pastoris. Com o passar do tempo, a escassez de bens os obrigava a sair, em busca de outros locais para sobrevivência. Sempre houve uma tendência para os homens se concentrarem em tomo de um núcleo populacional. A famosa “Torre de Babel” foi uma tentativa de concentração urbana, não aprovada por Deus. Este queria que os homens se multiplicassem, enchendo a Terra.


a. primeira: de 5.000 a.C. a 500 d.C, até à queda de Roma, quando se estabeleceram grandes cidades como Jericó, Biblos, Jerusalém, Babilônia, Nínive, Atenas, Esparta e Roma. Eram as chamadas "polis".

b. segunda: quando encontramos, na Renascença, já na “Idade Moderna”, as cidades de Roma, Florença, Constantinopla, Londres, Paris, Toledo, entre outras. Era a chamada"Nilópolis".


c. terceira: com a Revolução Industrial, por volta de 1750, quando apareceram cidades“pólos” como: Nova lorque, Chicago, Londres, Berlim, Paris, Tóquio, Moscou, etc. São as“metrópoles”, verdadeiras cidades-mães. As últimas etapas, já na época atual, surgem as “megalópoles”, como: cidades-satélites e bairros ligados uns aos outros. Dentre elas, destacam-se: São Paulo, Rio de janeiro, Tóquio, Londres, Nova lorque, etc. As cidades em geral são tratadas como de pequeno, médio e grande porte, dependendo da população, tamanho, influência. (jfas).


7. As cidades na Bíblia:

Há quem pregue que as cidades são de origem humana, sem a aprovação divina, alegando que a primeira cidade foi criada por um homicida, Caim. E que Deus planejou um jardim e não uma Cidade. Depois do Dilúvio, os homens procuraram fazer cidades. Nessa visito, diz-se que há um plano diabólico para as cidades. Elas, quanto maiores, são o refúgio ideal para criminosos, centros de prostituição, do crime, da violência. De fato, as aglomerações urbanas, nos moldes em que sido construída, resultam em lugares perigosos, onde a qualidade de vida, em geral, torna-se difícil para o bem-estar espiritual e humano. Discordando da opinião dos que vêm à cidade como centros mais favoráveis ao diabo. Deus tem planos importantes para as grandes cidades. O Cristianismo surgiu numa grande cidade Jerusalém, espalhando-se por grandes centros, como Samaria, e Antioquia. Por outro lado, Deus mandou Abraão sair de Ur, uma grande cidade, e mandou começar a conquista de Canal por Jericó, de porte considerável para sua época. Diz que "a Cidade é campo de batalha entre Deus e satanás" e que Ele se preocupa com o bem-estar da Cidade, e que a atividade redentora de Deus centraliza-se em muito nas cidades lembrando que a vinda do reino de Deus é descrita como a vinda de uma Cidade redimida a Nova Jerusalém. Deus permitiu que Israel construísse cidades; em Canaã, em meio às cidades tomadas, Deus determinou que houvesse "cidades de refúgio. Ver: (Gn. 4: 17; Jn. 4: 10; Nm. 35: 11; Zc. 8: 3; Mc. 15: 21, 31, 39; Am. 9: 14; Ap. 21 -22).


8. Jesus e as Evangelizações Urbanas:

No seu ministério terreno, Jesus desenvolveu a evangelização tanto na área rural como nas cidades. Andava de cidade em cidade; Chegou á cidade, viu-a e chorou sobre ela; mandou pregar em qualquer cidade ou povoado. Seguindo o exemplo de Jesus, a igreja atual precisa enfrentar o desafio da “Evangelização ou das Missões Urbanas”.
Ver: (Lc. 8: 1; 10: 1; At. 10: 11; 19: 41).


9. Quadro religioso no Brasil e no mundo:


a. No Brasil tem:


1. Que o Brasil é o quinto maior país do mundo em extensão territorial?
2. Que sua população é de aproximadamente 194 milhões de habitantes?
3. Que os cristãos no país formam cerca de 92%, da população religiosa?
4. Que no Brasil existem mais de 4.800 religiões?
5. Que existe mais de 1 milhão de muçulmanos e 500 mesquitas no Brasil?
6. Que a primeira igreja protestante a chegar ao Brasil foi a Igreja Reformada Holandesa?
7. Que Brasília é considerada a capital mundial do esoterismo?
8. Que os evangélicos no Brasil somam o total de 15,45% da população, ou seja, 26,1 milhões?
9. Que a maior igreja evangélica do país e a que mais cresce é a Assembléia de Deus, com 10. Cerca de 10 milhões de membros?
11. Que o Brasil é considerado o maior país espírita do mundo?
12. Que o Brasil é considerado o maior país católico do mundo?
13. Que os católicos são cerca de 153 milhões?
14. Que o Brasil é o 2° país no mundo em Testemunhas de Jeová?
15. Que os mórmons cresceram cerca de 80% desde sua chegada ao Brasil?
16. Que o movimento protestante que mais cresce é os neopentecostais, seguidos pelos pentecostais?
17. Que a região brasileira que mais comporta evangélico é a Região Norte Rondônia, Amapá, Roraima e Amazonas com 18,3%?
18. Que Rondônia é o Estado que tem maior proporção evangélica do país, cerca de 30%?


b. No Mundo Tem:


A principio tem que ter esta visão, como segue:
1. Quantos Países há no Mundo? Aproximadamente: 194
2. Quantas línguas há no Mundo? Aproximadamente: 7/Milhões
3. Quantos Milhões de Habitantes tem o Planeta? Aproximadamente: 7/b. hab.
4. Quantos Milhões de Cristão há no Mundo? Aproximadamente: 2.1/b. hab.
5. Cristianismo “2,1 bilhões de seguidores”, Cristãos protestantes crêem na existência de céu e inferno, enquanto os católicos afirmam existir céu, inferno, purgatório e limbo.
6. Quantos Milhões de Católicos há no Mundo?
7. Quantos Milhões de Mulçumano há no Mundo?
8. Quantos Hinduísmos há no Mundo? Aproximadamente: 851/milhões
9. Hinduísmo: “851 milhões de seguidores” Seguem a lei da reencarnação, e do karma:o bem e o mal que a pessoa faz, determinará como ela virá na próxima reencarnação. Esse ciclo duraria até o hindu chegar ao estágio de se transformar no inexistente, vindo a ser parte do universo.
9. Quantos Milhões de Islamismo há no Mundo? Aproximadamente: 1.3/b. hab.
Islamismo: “1.3 bilhões de seguidores”, crêem na existência do céu e do inferno. Alah julgaria cada ser humano pelas ações que praticou. Aqueles que não tiverem pecado vão para o paraíso, enquanto os pecadores permaneceriam algum tempo no inferno antes de entrar no Paraíso. Apenas os hipócritas religiosos vão permanecer no inferno.
10. Quantos Milhões de Judaísmo há no Mundo? Aproximadamente: 15/m
Judaísmo: “15 milhões de seguidores”, Os obedientes viverão para sempre com Deus e os injustos sofrerão no inferno. Neste ponto se assemelham aos cristãos, mas os judeus não crêem que Jesus foi o Messias.
12. Quantos Milhões de espiritismo há no Mundo? Aproximadamente: 13/m
Espiritismo (13 milhões de seguidores) - embora tenha diversas ramificações, o ensino comum sobre vida após a morte é a reencarnação. Uma alma que viveria aqui na terra muitas e muitas vezes, em estágios de sua evolução. (jfas).


10. Como fazer Missões Urbanas:

As cidades, com sua complexidade social, cultural, econômica, emocional e espiritual, constituem-se campo propício para atuação da igreja ou do inferno; dos cristãos ou dos feiticeiros; dos homens de bem ou dos assassinos. A cidade em que vivemos é campo de batalha entre Deus e o diabo; a cidade pertencerá aos céus ou ao inferno; depende de quem agir com mais eficiência e eficácia, com as forças dos céus ou do inimigo. Segundo LINTHICUM (p. 23), os sistemas sociais, econômicos, políticos, educacionais. E outros, na Cidade, estio sob a influência dos demônios, das potestades das trevas. É “preciso muito poder, muita oração, muito jejum e muita ação para que as estruturas das cidades sejam tomadas do poder do inimigo”. O desafio é grande. O que está conosco é maior do que ele.

a. Missões Urbanas: diz que as cidades são pólos de influência sobre toda uma área a seu redor, sendo, por isso> mais favoráveis para a implantação de igrejas, pelas seguintes razões: a. Abertura as mudanças; b. Concentração de recursos; c. Potencial para contato relevante com as comunidades em redor.

11. As Missões Urbanas:

a) Populações em Edifícios fechados: Os condomínios, hoje, são quase impenetráveis aos que desejam evangelizar pessoalmente.


b) Entretenimento: Antigamente, só havia um pequeno campo de futebol em cidades de médio porte. Hoje, há estádios grandes, que atraem muita gente; a televisão tirou as pessoas das ruas e as confinou dentro de suas casas. O evangelismo pessoal é muito dificultado nessas condições. O uso da televisão é muito caro para atingir as pessoas confinadas em suas casas. (jfas).

c) A concentração de igrejas diferentes: além das seitas diversas, causam confusão junto à população. Cada uma evangelizando com mensagens diferentes e contraditórias Parece que há um "supermercado da fé". Há quem ofereça religião como mercadoria mais barata, em "promoção", com descontos sem exigências, sem compromissos e há os que "cobram" caro demais, com exigências radicais.

d) Elevado grau de materialismo e consumismo: do homem urbano faz com que o mesmo sinta-se auto-suficiente, sem a necessidade de Deus.

e) movimentos Filosóficos Religiosos: tipo Novo Era, apontam para uma vida isenta de responsabilidades para com o Deus pessoal, Senhor de todos. Como enfrentar essas dificuldades?


12. Estratégias nas Missões Urbanas:


a. Oração e Jejum é parte prioritária: O homem pecador se opõe a Deus. O diabo força o homem a não buscar a Deus. Qualquer plano de evangelização por melhor que sejam, com recursos, métodos, estratégias, fracassará se não tiver o Poder de Deus. Este só vem pela busca, pela oração, Deus age. Os demônios infestam as cidades. Só são expulsos pelo poder da oração. A oração é a base. Ver: (I Co. 2: 14; Rm. 8: 7; Ef. 2: 1, 8; 2: 2; II Co. 4: 4; Fp. 1: 29; Jo. 6: 44; Sl. 122; Jr. 29: 7; Lc. 19: 41).


b. Preparação para Evangelização nas Cidades: Esse preparo refere-se ao estudo da Palavra de Deus. É o preparo na Palavra. As seitas preparam bem seus adeptos. As igrejas precisam gastar tempo e recursos no preparo dos que evangelizam. Ver: (Jo. 5: 39; II Tm. 2: 15).

13. Planejamento:


O sucesso da evangelização depende do “Espírito Santo”. Só Ele convence o pecador. Entretanto, no que depende de nós, precisamos fazer o que está ao nosso alcance, a nossa parte. Definir áreas a serem evangelizadas: Bairro, quarteirão, ruas. Ver: (At. 1: 8;Jo. 16: 8).


14. Definir os grupos de evangelização:

a. Estabelecer metas ou alvos: Números de decisões, pessoas batizadas, anotar tudo.
b. Preparar os meios necessários: Literaturas, equipamentos, recursos financeiros, etc.
c. Mobilizar todos os setores da igreja: Para a execução do que for planejado: jovens, adolescentes, adultos, com a Coordenação da Liderança a Frente.


15. Métodos de Missões Urbanas:

a. Evangelizar pessoalmente: E o mais tradicional e muito eficiente, principalmente nos bairros mais pobres. Inclui pessoa a pessoa; casa em casa; evangelização em aeroportos, restaurantes, bares, estações, rodo viária, ferroviárias; estádios; feiras-livres; filas INAMPS, bancos, ônibus; hospitais, escolas em intervalos de aula, e, Penitenciarias.

b. Evangelismo em Grupo: Evangelização através de grupos de pessoas: grupos de alunos, de professores, de menores abandonados, de homossexuais, de prostitutas, e também os já conhecidos Grupos Familiares, ou células de evangelização; reuniões especiais em restaurantes, chás, classes na Escola Dominical foi criada para isso;evangelização com fitas cassete e de vídeo “reúne-se um grupo”.

c. Evangelizar em Massa: Através de reuniões ao ar-livre, série de palestras e conferências nas igrejas; cruzadas evangelísticas, campanhas. Só tem valor se houver preocupação séria com o Discipulado. E melhor preparar, primeiro, as pessoas para fazer o discipulado antes de fazer a Evangelização. (jfas).


d. Fazendo Discipulado: é indispensável que, em cada igreja ou congregação, haja grupos ou setores de discipulado, que integrem o novo converso de maneira segura e acolhedora. Sem esse trabalho, toda a evangelização fica frustrada. Perdem-se entre“80% a 90%” das decisões em pouco tempo.

16. Formas de Evangelização Urbana:

a. Programas de rádio, de televisão e telefones.
b. Adesivos para veículos, e outros mais.
c. Revistas, e jornais para autoridades, consultórios médicos.
d. Apresentações de corais, bandas, conjuntos, praças, escolas, bancos, repartições.
e. Distribuição de Bíblias a autoridades.
f. Literatura “folhetos”.
g. Exposição de Bíblias e de literatura evangélica.
h. Artigos em jornais da cidade.
i. Cartas e cartões-postais; e, outros.


17. Missiologia no Cristianismo:


Missiologia abrange tres estágios: “Missão local, missão nacional e missão transcultural”.Missão local abrange a comunidade local e circunvizinhanças exemplos: bairros e cidades vizinhas. Missão nacional abrange todos os limites da nação de origem do missionário(a). “Missão transcultural abrange até os confins da terra conforme a ordem dada por Cristo”: Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e serme-eis testemunhas, em Jerusalém, Judeia, Samaria e até os confins da Terra. Confins da terra abrange todos os povos, tribos, línguas e nações. A missão principal da Igreja é adorar a Deus, anunciar o evangelho a toda criatura e fazer discípulos por meio do ensino. “A igreja evangélica só é evangélica se anunciar o evangelh”. Ver: (At. 1: 8).


18. A preparação do missionário:


Missiologia é um ramo da Teologia que estuda as missões, que são ações de propagação de uma religião. O objetivo do missionário cristão é anunciar o Evangelho de modo universal Evangelho boa notícia, boas novas, boa mensagem e através da exposição deste evangelho, apresentar o próprio Cristo como Senhor e Salvador de toda a humanidade. Alguns aspectos são necessários para a preparação de um missionário:
a. É importante que tenha profunda experiência de Salvação, e comunhão com Cristo, à quem irá apresentar as pessoas.
b. Profundo conhecimento das escrituras sua principal ferramenta.
c. Domínio da língua local onde pretende atuar.
d. Conhecimento da cultura e das leis e costumes locais.
e. Imprescindível que este possa contar com as orações, apoio financeiro, e ministerial de sua Igreja de origem. O que se pode chamar de prisma “missiológico precisa merecer um lugar essencial na percepção e análise das coisas, não somente no que tange à Igreja, mas também no que se refere à realidade do mundo”. Uma vez que assim entendo, preciso definir o que quero dizer por perspectiva missiológica, a fim de traçar o desenvolvimento que faço de estudos sobre Igreja em missão. A Teologia de missão“busca ser multidisciplinar, interativa, definidora, analítica e verdadeira. Fato é o inteiro campo da missiologia exige uma interação e exclusividade de outras disciplinas, e leva em conta o que estas têm a oferecer como ferramentas úteis e de ajuda para interpretar realidades e conjunturas”. (jfas).


Defino “Missiologia como um campo acadêmico cristologicamente centrado que busca dialogar com outras disciplinas, com o propósito de habilitar a Igreja a entender e exercer sua missão no mundo”. No processo, a missiologia penetra outros campos disciplinares, os aproveita e os incorpora na teologia prática, lembrando a Igreja de sua tarefa em “servir, curar, e reconciliar uma humanidade dividida e ferida”. Esta é a razão pela qual a missiologia torna-se uma área multidisciplinar e interdisciplinar (1996:18). Acredite isto me fascina, porque a missiologia requer que nós, missiólogos, eliminemos toda e qualquer forma de preconceito contra outras disciplinas, ao mesmo tempo em que devemos ser capazes de desenvolver diálogo e análise multidimensionais sobre o uso daquelas disciplinas que têm a contribuir para um melhor entendimento da participação da Igreja na missão. Há muitos campos disciplinares que informam a Igreja quando esta ocupa seu lugar e exerce sua tarefa na missio Dei: antropologia cultural, sociologia, psicologia, estatística, lingüística e comunicação, além dos campos do diálogo inter-religioso, crescimento da Igreja, mulher em teologia e ministério, e religião folclórica ou popular, para citar alguns apenas.


19. A Missão Transcultural:


A ordenança bíblica da proclamação do evangelho em todo o mundo sinaliza o seu caráter universal, ou seja, o direito que todos os povos têm de ouvi-lo de forma clara e consciente para crerem no Senhor Jesus Cristo. “Jesus não é propriedade exclusiva de um povo, Ele é de todos e para todos”. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome. Em toda a história bíblica os juízos de Deus jamais são executados sem que haja oportunidade de arrependimento. Assim sendo, é responsabilidade da Igreja fazer com que os povos ouçam a voz de Deus e sejam salvos do seu juízo. O Cordeiro cumpriu a sua parte e venceu. Falta cumprirmos a nossa. Ver: (MT. 28: 19 - 20; Mc. 16: 15; Jo. 1: 12; Jn. 3: 10).


a. Deus nos ajude, se o evangelho é universal, a morte do Cordeiro teve, também, o mesmo caráter, não há exclusividade neste ato de entrega voluntária e substituta em favor do homem. Não importa onde e como vivam, se nas florestas da Amazônia ou nas montanhas do Himalaia, todos são alvos da graça imerecida de Deus e precisam urgen­temente conhecê-la. “E, é aí que entra o papel da Missão Transcultural da Igreja”. Ver: (At. 1: 8).


b. A visão não pode limitar-se à comunidade local, mas deve ampliar-se, até as últimas fronteiras do planeta. O texto transmite a idéia de simultaneidade. “Enquanto a igreja evangeliza a cidade, seus olhos pousam mais além e vêem terras mais dis­tantes que estão brancas para a ceifa”. O mesmo conceito é cristalino na visão de João. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno é de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação. Ali a expressão de toda tribo, e língua, e povo e nação implica na proclamação simultânea do evangelho até os confins da terra. A linguagem enfática determina que ninguém poderá ficar de fora. Todos os povos deverão ser alcançados.Ver: (Jo. 4: 35; Ap. 5: 9).


c. É interessante que o número quatro aparece de forma implícita, você notou? “Tribo, língua, povo e nação”, com absoluta segurança, que a doutrina de missões é bíblica, e que devemos fazer missões ainda que o próprio termo “missões” ou “missionário” não apareça nas Escrituras. Para tornar ainda mais séria a responsabilidade, o termo nação, que aparece em Mateus, vem do grego ethnos, cujo sentido é diferente da idéia geopolítica de países como são atualmente constituídos. “Aqui significa povos na sua essência étnica, envolvendo cultura, tradições, modo de vida, visão de mundo e outras particularidades. Sob este ponto de vista, há pelo menos 12 mil povos espalhados no mundo, e todos, sem exceção, estão incluídos no plano da redenção. Não basta olhar os países, que somam hoje aproximadamente 194, mas cada tribo, e língua, e raça, e nação”. (jfas).


20. Missão Transcultural de cada País:


A “Missão Transcultural”, neste caso, significa encontrar em cada cultura os instrumentos adequados para proclamar de forma clara, aceitável e consciente a mensagem do evangelho. Há na Bíblia elementos da cultura judaica que não foram transplantados para o Cristianismo. “O preparo do missionário, de igual modo, implica em ele saber que não lhe cabe transplantar no país onde exercerá o seu ministério elementos da cultura brasileira que fazem sentido apenas no Brasil”. Deus vê o mundo, e chamou o povo da Renovação dos Remidos para uma obra com Povos, Tribos, Línguas e Nações. A visão de Isaías sobre a “Missão Messiânica” e, por conseguinte, da Igreja é clara: também te dei para luz dos genti­os, para seres a minha salvação até a extremidade da terra. Ver: (Is. 49: 6; At. 13: 47).


a. Muitos acreditam que “missões nacionais e transculturais”, praque, porque fazer missões fora do país se ainda não estamos fazendo nem dentro? Entende-se, que o despertamento deve ser tal que nos leve a fazer missões dentro e fora dos nossos termos geográficos. Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e serão testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samária, e até aos confins da terra. A expressão tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra, fala de ação simultânea, evangelizar todo o mundo ao mesmo tempo. “Finalizando para que sirvam as Missões Transculturais”? Ver: (At. 1: 8).


21. A necessidade de fazer Missão:

Hoje cerca de 8.000 “Povos Não Alcançados; 300 milhões de aborígenes que nada sabem de Jesus e isto é quase o dobro da população de todo o Brasil; e, mais de 300 ilhas onde mais de 90% de seus habitantes nunca receberam sequer um testemunho do evangelho de Cristo. E, 4244 línguas sem seque traduzido em seu idioma. No norte africano e mundo oriental há em média apenas um missionário para cada Sete milhões de habitantes; e, em diversos países mais de 200 grupos nômades permanecem ainda intocados pelo evangelho. Há hoje no Konkombas, mais ou menos 40 aldeias com uma população total de 50.000 pessoas que nunca, sequer uma só vez, ouviram o nome Jesus. “Se nos calarmos as pedras clamarão”. Ver: (Jo. 3: 16).






Conclusão:




A Teologia de Missão é o foco da diáspora evangélica em todos os Continentes, e formando grupos dentro de sua Ética, como: A Teologia pastoral, libertação, urbana e Transcultural e outras. E, formando líderes nacionais que levem a sério o mandamento de ir por todo o mundo com as boas-novas de Cristo. Embora Missiologia seja um texto de missões, foi preparado de tal forma que inspirará o leitor a crescer na vida cristã levando-o à compreensão de como as normas culturais se combinam com as verdades eternas.Missiologia: a missão transcultural da igreja é um manual indispensável a todo o crente que procura obedecer à Grande Comissão do nosso Senhor Jesus. Ver:
(Atos 1: 8),

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